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Walter Gomes teria oferecido propina a suposto representante do MPF

Grampos telefônicos também captaram conversas do vereador negociando favores por apoio político nas eleições
Walter Gomes propina
Grampos telefônicos também captaram conversas do vereador negociando favores por apoio político nas eleições

Grampos telefônicos também captaram conversas do vereador negociando favores por apoio político nas eleições

Um extenso material probatório, reunido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, pesa sobre o vereador Walter Gomes, atualmente afastado do cargo. As evidências, originárias da Operação Cervandija, incluem documentos, depoimentos, áudios e vídeos.

O ‘Cafezinho’ e a Revista Suspeita

Imagens de Walter Gomes tomando café com o empresário Marcelo Plastino em uma loja de conveniência, onde recebe uma revista com conteúdo considerado suspeito, chamam a atenção. Em interceptações telefônicas, o vereador pressiona Plastino por novos encontros para repetir o ‘famoso café’. As conversas sugerem uma possível troca de favores, levantando questionamentos sobre a natureza da relação entre os dois.

Favores Políticos e Festas Financiadas

A busca por apoio político durante as eleições também é um ponto central nas investigações. Walter Gomes responde a uma ação eleitoral por suposta captação de votos, com abuso de poder econômico e político. Em outra gravação, ele negocia o pagamento do aluguel de uma chácara para uma festa, demonstrando a utilização de recursos para fins eleitoreiros. A Polícia Federal também interceptou um pedido de ajuda para comprar cerveja para um churrasco, com o vereador condicionando o auxílio à colocação de adesivos de campanha nos carros.

Possível Vítima de um Golpe?

Apesar da aparente influência e da busca constante por vantagens, Walter Gomes pode ter sido vítima de um golpe. Em uma transcrição da Operação Cervandija, um homem identificado como Fernando Vasconcelos, alegando ser do Ministério Público Federal, afirma que Walter Gomes havia sido bem recomendado. Vasconcelos chega a oferecer um carro para buscá-lo no aeroporto em Brasília e, em seguida, pede R$ 15 mil. Gomes, alegando dificuldades financeiras do sindicato dos motoristas que preside, concorda em pagar R$ 5 mil no mês seguinte.

As investigações em torno do caso seguem em andamento, buscando esclarecer a extensão das acusações e o envolvimento de outros indivíduos.

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