Quem analisa as mudanças é o advogado especialista em proteção de dados Marcelo Crespo; ouça o ‘CBN Via Legal’
O WhatsApp implementou mudanças em seus termos de serviço e políticas de privacidade, gerando debates sobre a proteção de dados pessoais. A atualização solicita acesso a informações dos usuários, levantando preocupações sobre o compartilhamento de dados com outras plataformas do grupo Facebook, incluindo Instagram.
LGPD e o Compartilhamento de Dados
De acordo com Marcelo Crespo, advogado especialista em proteção de dados, as alterações têm total conexão com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A LGPD exige transparência no tratamento de dados pessoais, incluindo comunicação clara sobre como as informações serão coletadas, utilizadas e compartilhadas. A nova política do WhatsApp prevê maior compartilhamento de dados com o Facebook e Instagram, intensificando a troca de informações para aprimorar a segmentação de perfis e direcionamento de marketing.
Segmentação de Perfis e Modelo de Negócios
As informações coletadas, que não incluem o conteúdo das conversas, podem incluir dados como carga da bateria, tipo de telefone e localização. Essas informações são usadas para segmentar perfis e direcionar propagandas, um modelo de negócio fundamental para plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. A segmentação permite que empresas direcionem anúncios a públicos específicos, aumentando a eficácia das campanhas de marketing digital.
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Consequências e Transição
Inicialmente, o WhatsApp ameaçou suspender contas de usuários que não aceitassem a nova política. Após repercussão negativa, a empresa estendeu o prazo. Atualmente, a nova política está em vigor, mas a suspensão de contas por não aceitação está temporariamente suspensa por mais 90 dias. Apesar da transição, a questão da privacidade e o compartilhamento de dados continuam em debate, com órgãos públicos solicitando informações ao WhatsApp.