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Zona Norte registra o maior número de homicídios em Ribeirão Preto

Segundo os dados da SSP, cinco das 23 mortes ocorridas em 2018 foram nesta região
homicídios Ribeirão Preto
Segundo os dados da SSP, cinco das 23 mortes ocorridas em 2018 foram nesta região

Segundo os dados da SSP, cinco das 23 mortes ocorridas em 2018 foram nesta região

A violência doméstica praticada por policiais militares em São Paulo tem apresentado um crescimento alarmante. Dados exclusivos da IPTV revelam um aumento de quase 8% no número de ocorrências entre 2016 e 2022, saltando de 363 para 393 casos. É importante destacar que esses números se referem a casos ocorridos fora do horário de trabalho.

Casos e Perfis

A maioria dos agressores são homens (97,95%), com idade entre 30 e 45 anos. Um caso emblemático é o assassinato da balconista Lorena Aparecida dos Reis, de 29 anos, morta a tiros pelo seu ex-namorado, o policial militar Carlos Alberto Ribeiro. O julgamento ainda não tem data marcada, e a família luta para que ele não retorne à corporação após cumprir pena.

Possíveis Explicações para o Crescimento

O aumento nos registros de violência doméstica pode ser explicado por dois fatores principais: maior agressividade dos policiais militares em seus lares ou aumento nas denúncias por parte das vítimas. O sociólogo Carlos Eduardo Guimarães destaca que as estatísticas geralmente subestimam o problema, sendo o número de casos registrados menor que o real, uma realidade observada globalmente. Ele defende a necessidade de repensar a segurança pública, oferecendo melhores condições de trabalho aos policiais.

A Importância da Denúncia

Para Lúcia Cavalcante de Albuquerque, fundadora do Laboratório de Análise e Prevenção de Violência da Ufiscar (LAPREV), o aumento nas denúncias reflete a maior coragem das mulheres em denunciar a violência, impulsionada por um maior apoio da sociedade. Embora o crescimento seja significativo, isso não significa que a violência doméstica era menor antes; indica que o número registrado está se aproximando da realidade do problema.

A Secretaria de Segurança Pública afirma estar atenta aos casos e mantém o serviço de apoio psicológico aos policiais. No caso citado, o policial permanece preso. A questão exige uma reflexão profunda sobre a segurança pública e o combate à violência doméstica, garantindo a proteção das vítimas e o bem-estar dos profissionais da segurança.

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