Trecho entre as avenidas Carlos Consoni e Norma Valério Corrêa, no Jardim Botânico, é o pior caso
O cruzamento das avenidas Carlos Eduardo de Gasperi com Sony e Norma Valério Correia, localizado na zona sul de Ribeirão Preto, lidera o ranking de colisões no primeiro semestre do ano passado, com 20 dos 6.300 acidentes registrados na cidade. A Transherp, empresa responsável pelos dados, atribui a imprudência dos motoristas, como o excesso de velocidade, como a principal causa dos incidentes.
A Percepção dos Moradores
Maurício Meneguzsi, vice-presidente da Associação de Moradores da City, contesta os números oficiais, afirmando que muitos acidentes não são registrados. Ele aponta a falta de sinalização adequada como um fator crucial para as colisões, defendendo a instalação de um semáforo no cruzamento.
Análise Técnica e Soluções Propostas
O advogado e especialista em trânsito, Ademar Gomes Padrão Neto, concorda que a sinalização é um ponto crítico. Ele destaca a topografia diferenciada do local, com aclives e declives, que exige sinalização reforçada e em distâncias maiores para alertar os motoristas sobre a periculosidade do cruzamento. Ele sugere que a imprudência, combinada com a falta de informação, leva a manobras arriscadas, como avançar o sinal de pare ou atravessar em alta velocidade.
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Outros Pontos Críticos e Estatísticas
O ranking da Transherp aponta outros cruzamentos perigosos, como o das avenidas Gerônimo Gonçalves e Francisco Junqueira (17 acidentes) e o da Independência com a Professor João Fiusa (16 colisões). Os dados revelam ainda que 22 pessoas morreram em acidentes de trânsito em Ribeirão Preto no primeiro semestre, com 1.749 feridos. O desrespeito à legislação e à sinalização é apontado como o principal motivo dos acidentes.
Padrão Neto sugere que o poder público adote medidas para evitar colisões, como reforçar a sinalização, especialmente para motoristas de fora da cidade, e aumentar a fiscalização com agentes de trânsito. A Transherp, por sua vez, afirma que os locais citados estão devidamente sinalizados e que os acidentes ocorrem por desrespeito à sinalização semafórica.
Embora o comportamento dos motoristas seja um fator determinante, o reforço da sinalização e a presença de agentes de trânsito para uma educação mais efetiva podem contribuir para a redução dos acidentes.



