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27 pessoas passam mal após suspeita de intoxicação alimentar em escola estadual de Pitangueiras

Bombom de leite em pó é a principal suspeita, mas causa ainda depende de análises laboratoriais; todos os pacientes receberam alta médica
Intoxicação
Reprodução/EPTV

Vinte e sete alunos e funcionários da Escola Estadual Maurício Monteque, em Pitangueiras, precisaram de atendimento médico após apresentarem sintomas como vômito e diarreia, com suspeita de intoxicação alimentar. A principal hipótese é que o problema esteja relacionado a um bombom de leite em pó preparado na própria escola, mas ainda não há confirmação da causa. Todas as pessoas atendidas foram medicadas e receberam alta.

A Vigilância Sanitária esteve na unidade escolar para uma primeira inspeção e não identificou irregularidades nas condições de higiene da cozinha nem nos prazos de validade dos produtos. As amostras dos alimentos servidos serão encaminhadas para análise, que deverá ajudar a identificar a origem dos sintomas.

Doce é principal suspeita

Segundo o chefe da Vigilância Sanitária de Pitangueiras, Lucas Santani, os relatos indicam que a maioria das pessoas que consumiram o bombom de leite em pó apresentou sintomas. Já entre as pessoas que comeram a feijoada servida na escola, houve menos registros de mal-estar.

Apesar disso, o responsável pela Vigilância Sanitária ressalta que não é possível confirmar a origem da intoxicação antes da conclusão dos exames. A resposta individual aos alimentos pode variar, e algumas pessoas relataram ter consumido o doce sem apresentar sintomas.

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Análise dos alimentos

A escola mantém amostras dos alimentos preparados por até quatro dias, justamente para permitir investigações em casos de suspeita de intoxicação alimentar. O material será recolhido por uma empresa terceirizada do Estado e encaminhado para análise. A Vigilância Sanitária também enviará amostras ao Instituto Adolfo Lutz, em Ribeirão Preto, laboratório de referência citado pelo órgão.

Além dos alimentos, a água utilizada no preparo também será analisada. A Vigilância Sanitária solicitou ainda os atestados de saúde ocupacional dos profissionais responsáveis pela manipulação dos alimentos, para verificar outras possíveis origens da contaminação.

De acordo com Lucas Santani, não há registro de ocorrência semelhante anterior na escola.

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Investigação continua

Em nota, a Secretaria Estadual da Educação informou que lamenta o ocorrido e afirmou que a equipe da escola acionou os responsáveis pelos alunos e os serviços de atendimento médico. A pasta também declarou estar à disposição das famílias e das autoridades.

A Polícia Civil investiga o caso. A expectativa é que os resultados das análises laboratoriais ajudem a esclarecer o que provocou os sintomas nas 27 pessoas atendidas. Até o momento, todas receberam alta médica e a causa da suspeita de intoxicação alimentar permanece sob investigação.

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