Insônia, apneia, má qualidade do descanso… o que fazer para dormir melhor? Especialista em medicina do sono comenta!
Um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que 72% dos brasileiros sofrem de doenças relacionadas ao sono. A doutora Kisda Sousa, 72% dos brasileiros enfrentam problemas relacionados, especialista em medicina do sono pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que o estilo de vida moderno, com jornadas de trabalho extensas e multitarefas, é uma das principais causas dos distúrbios do sono. Além disso, doenças emocionais e psiquiátricas, como burnout, ansiedade e depressão, contribuem para o aumento desses problemas.
Importância do sono adequado: Segundo a especialista, 72% dos brasileiros enfrentam problemas relacionados, um sono de qualidade envolve dormir entre sete e oito horas, passando por todas as fases do sono, o que inclui os estágios N1, N2, N3 (sono profundo) e sono REM (fase de sonhos). Um sono adequado permite que a pessoa acorde descansada, com disposição, energia e atenção para o dia seguinte. Contudo, a necessidade de sono pode variar individualmente, havendo pessoas que se sentem bem com menos horas e outras que precisam de mais.
Fases do sono e seus benefícios
O sono profundo (N3) é fundamental para a produção hormonal, saúde da pele, rejuvenescimento e imunidade. Já o sono REM está associado aos sonhos. Durante uma noite normal, ocorrem de seis a sete ciclos dessas fases. A interrupção ou má qualidade dessas etapas pode comprometer a saúde.
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Dicas para melhorar o sono: A doutora Kisda destaca a importância de priorizar o sono, mantendo horários regulares para dormir e acordar, evitando o consumo de cafeína após as 15 horas e reduzindo o uso de eletrônicos próximos ao horário de dormir, pois a luz desses aparelhos atrasa a liberação da melatonina, hormônio que regula o sono. A prática de atividade física é recomendada, mas exercícios intensos devem ser evitados nas horas próximas ao momento de dormir.
Uso de medicação e consequências da privação do sono: Embora medicamentos possam ser necessários para algumas pessoas, o tratamento padrão para distúrbios do sono envolve mudanças comportamentais e no estilo de vida. O uso prolongado de remédios pode causar dependência física e emocional. A privação do sono está associada a diversas doenças, como hipertensão, problemas cardiovasculares, diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral, Alzheimer, depressão e ansiedade.
Informações adicionais
Mulheres na menopausa têm maior propensão a distúrbios do sono devido à redução dos hormônios estrogênio e progesterona, que ajudam a manter as vias aéreas superiores firmes. Nesses casos, é importante avaliar o estado hormonal e seguir as orientações de higiene do sono. O padrão de sono também muda ao longo da vida: bebês precisam de até 18 horas de sono, adolescentes de 11 a 13 horas, adultos de 7 a 8 horas e idosos tendem a dormir menos, com sono mais fragmentado e superficial.



