Equipamentos continuam passando por uma série de testes; ouça a coluna ‘De Olho na Política’ com Bruno Silva
Faltando 20 dias para o primeiro turno das eleições municipais de outubro, A 20 dias das eleições, TRE-SP intensifica campanhas sobre a segurança das urnas eletrônicas, vence o prazo para a divulgação dos locais onde serão realizadas as auditorias das urnas eletrônicas durante a votação. Esses testes são fundamentais para garantir a transparência e a confiabilidade dos resultados eleitorais.
Em São Paulo, serão utilizadas quase 115 mil urnas eletrônicas nas eleições. A Justiça Eleitoral realiza três tipos principais de auditorias para assegurar a integridade dos equipamentos e responder às dúvidas sobre possíveis fraudes.
Testes de integridade das urnas eletrônicas
O primeiro teste é o de integridade tradicional, realizado em uma audiência pública. Trinta urnas são sorteadas nos locais de votação, substituídas e levadas para auditoria. Nessa etapa, é feita uma simulação de votos em cédulas de papel, que são depositadas em uma urna de lona tradicional. Simultaneamente, os mesmos votos são digitados na urna eletrônica. Todo o processo é filmado e, ao final, os votos da urna de papel e da urna eletrônica são contabilizados e comparados. Até o momento, não foram registradas diferenças entre os resultados, o que comprova que o voto é corretamente registrado para o candidato escolhido.
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Teste de integridade com biometria: O segundo tipo de auditoria envolve o uso da biometria. Eleitores são convidados a participar de uma simulação de votação para demonstrar que a urna é liberada apenas mediante a autenticação da impressão digital do eleitor. Este teste ocorre na capital paulista, na Universidade Paulista (Unip), unidade Paraíso, e é aberto à participação e acompanhamento do público.
Teste de autenticidade dos sistemas: O terceiro teste é o de autenticidade, realizado no dia da votação. Algumas urnas já instaladas nas seções eleitorais são sorteadas para verificar se os sistemas instalados correspondem exatamente aos preparados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entidades como a Polícia Federal, o Ministério Público e partidos políticos conferem as assinaturas digitais dos programas. Caso haja qualquer alteração nas assinaturas, é possível identificar tentativas de fraude.
A audiência do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), responsável por definir quais urnas passarão pelos testes, será realizada no dia 5 de outubro, véspera do primeiro turno, no Centro Cultural São Paulo. No mesmo local, ocorrerá o teste de integridade no dia da votação.
Protocolos de segurança e transparência: Segundo especialistas, a urna eletrônica não é um equipamento perfeito, mas representa um avanço significativo em relação ao processo eleitoral anterior, que utilizava cédulas de papel. A adoção da urna eletrônica visa combater fraudes e aumentar a transparência na contagem dos votos.
Entre os protocolos de segurança adotados estão a criptografia dos dados, o uso de chaves de segurança, a não conexão das urnas à internet e a emissão de boletins de urna ao final da votação, que são públicos e podem ser auditados. Além disso, antes do início da votação, é emitido um boletim zerado que comprova que não há votos registrados na urna.
Para reforçar a segurança, a Justiça Eleitoral realiza anualmente uma maratona hacker, na qual especialistas em tecnologia tentam identificar vulnerabilidades nos sistemas das urnas eletrônicas. Até hoje, nenhuma tentativa conseguiu alterar a destinação final dos votos ou os resultados eleitorais.
Entenda melhor
As auditorias e testes realizados nas urnas eletrônicas são essenciais para garantir a confiança da população no processo eleitoral. A participação pública nas audiências e a fiscalização por órgãos independentes contribuem para a transparência e a legitimidade das eleições.