Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
Ribeirão Preto enfrenta um desafio crescente: a falta de espaços adequados para o descarte de entulho da construção civil. A situação impacta tanto moradores em reforma quanto empresas do setor, gerando transtornos e preocupações ambientais.
A Escassez de Áreas de Descarte
Carlos Alencastro, especialista na área, destaca que as áreas anteriormente utilizadas para a disposição de materiais de construção estão atualmente impedidas de receber novos descartes. A necessidade de licenciamento dessas áreas se arrasta, sem uma solução definitiva à vista. Essa restrição agrava o problema, forçando a busca por alternativas nem sempre adequadas.
Reciclagem Limitada e Distância
A cidade conta com apenas uma usina de reciclagem de materiais de construção, localizada na estrada para Láquara, a 42 quilômetros do centro urbano. Embora a usina seja uma solução interessante para a reciclagem, a distância dificulta o acesso e torna o transporte do entulho mais caro e demorado. A falta de outros pontos de descarte na área urbana sobrecarrega a usina e incentiva o descarte irregular.
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Impactos e Consequências do Descarte Irregular
O acúmulo de caçambas não recolhidas gera transtornos para a população, que acaba utilizando-as para descartar lixo doméstico e outros materiais. Essa prática transforma as caçambas em focos de proliferação de animais, insetos e odores desagradáveis. Com 20 empresas de caçamba e 7.500 caçambas em operação, Ribeirão Preto produz mais de mil toneladas de rejeitos de construção civil por dia. A ausência de um descarte correto e de reciclagem transforma esses materiais em lixões a céu aberto, prejudicando o meio ambiente e a saúde da população.
A problemática do descarte inadequado de entulho em Ribeirão Preto exige atenção e medidas urgentes para mitigar seus efeitos negativos.



