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Conflito no Oriente Médio pressiona combustíveis e motoristas já sentem alta em Ribeirão Preto

Motoristas de Ribeirão Preto já começam a sentir no bolso o aumento nos preços dos combustíveis. Segundo levantamento do Núcleo de Postos da cidade, a gasolina e o diesel tiveram

combustíveis
divulgação

Motoristas de Ribeirão Preto já começam a sentir no bolso o aumento nos preços dos combustíveis. Segundo levantamento do Núcleo de Postos da cidade, a gasolina e o diesel tiveram reajustes recentes, enquanto o etanol subiu cerca de 20 centavos por litro nas bombas.

A alta ocorre em meio à pressão internacional no mercado de energia, impulsionada pelo aumento das tensões no Oriente Médio. O cenário tem elevado o preço do barril de petróleo e impactado a formação de preços em diversos países.

Mesmo com produção relevante de combustíveis, o Brasil segue a dinâmica internacional de precificação, o que acaba refletindo nos valores praticados nas distribuidoras e, posteriormente, nos postos.

Pressão global

De acordo com o consultor de agronegócio José Carlos de Lima Júnior, os conflitos na região do Oriente Médio já provocam efeitos diretos no mercado internacional de combustíveis.

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“O que acontece lá no Oriente Médio tem um potencial muito grande de encarecer os combustíveis no mundo inteiro. Aliás, isso já está acontecendo”, destacou o colunista.

Segundo ele, a China suspendeu exportações de diesel e gasolina para priorizar o abastecimento interno diante das incertezas geopolíticas. Caso restrições logísticas, como o fechamento do Estreito de Ormuz, persistam, a estimativa é de alta de até 30% no diesel em algumas regiões do mundo.

Impacto no Brasil

Embora o Brasil não dependa diretamente das exportações chinesas, o país é impactado pelo cenário internacional, principalmente no caso do diesel.

Isso porque o Brasil ainda importa parte do combustível. Em 2025, foram cerca de 17 bilhões de litros importados, principalmente de países como Rússia e Estados Unidos. Quando os preços externos sobem, o custo de importação também aumenta.

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Como a política de preços acompanha a paridade internacional, o aumento tende a pressionar os valores nas refinarias e nas bombas.

Reajustes locais

Em Ribeirão Preto, os postos já começaram a registrar reajustes. Segundo o presidente do Núcleo de Postos da cidade, Fernando Roca, as distribuidoras passaram a repassar aumentos nos últimos dias.

“Nós já identificamos aumentos entre 5 e 10 centavos vindos das distribuidoras e hoje a situação já está pior. Algumas já praticam até 20 centavos de aumento”, alerta Roca.

Ele afirma ainda que há dificuldade de compra, principalmente de diesel, e que a tendência é de novos reajustes caso o cenário internacional continue pressionado.

Segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o diesel no Brasil está cerca de R$ 1,50 abaixo do preço internacional, enquanto a gasolina apresenta defasagem próxima de 50 centavos, o que aumenta a pressão por reajustes no mercado interno.

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