CBN Ribeirão 90,5 FM
Colunistas
- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

A febre da proteína: o nutriente que conquistou as prateleiras e as dietas

De aliada da saúde a estrela do marketing, a proteína ganhou destaque em rótulos e virou símbolo de alimentação equilibrada
A febre da proteína
De aliada da saúde a estrela do marketing, a proteína ganhou destaque em rótulos e virou símbolo de alimentação equilibrada

De aliada da saúde a estrela do marketing, a proteína ganhou destaque em rótulos e virou símbolo de alimentação equilibrada

Nos últimos anos, a proteína tem ganhado destaque em dietas, rótulos de produtos e campanhas publicitárias, com muitos alimentos sendo anunciados como “ricos em proteína” ou com “alto teor proteico”. No entanto, a necessidade real de consumo desse nutriente ainda gera dúvidas entre os consumidores.

Consumo adequado de proteína e necessidades diárias

A nutricionista Cristina Trovó esclarece que a indústria alimentícia utiliza a proteína como estratégia para aumentar vendas, levando o público a acreditar que é necessário consumir grandes quantidades ao longo do dia. Segundo ela, a necessidade média diária é de aproximadamente 1,6 gramas de proteína por quilo de peso corporal, podendo variar entre 1,8 e 2 gramas, dependendo do indivíduo. Essa quantidade é facilmente alcançada com uma alimentação balanceada, conforme dados do IBGE, que indicam que a maioria da população, inclusive os 20% mais vulneráveis economicamente, já consome proteína suficiente, tanto de origem vegetal quanto animal.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Fontes proteicas para diferentes dietas

Cristina destaca que não apenas carnes, leite e ovos fornecem proteína em quantidade adequada. Pessoas que seguem dietas veganas ou vegetarianas também conseguem suprir suas necessidades por meio da combinação de cereais e leguminosas, como arroz e feijão, que juntos oferecem proteínas de alto valor biológico. Outros alimentos como grão-de-bico, soja, castanhas e sementes também contribuem para o equilíbrio proteico.

Riscos do consumo excessivo de proteína

O excesso de proteína, especialmente proveniente de carnes vermelhas, tem se tornado motivo de preocupação, principalmente em países desenvolvidos. O consumo exagerado está associado a maior risco de diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares, agravado pela ingestão concomitante de alimentos ultraprocessados ricos em sódio. Além disso, o organismo possui uma capacidade limitada de absorção proteica, estimada em cerca de 23 gramas por refeição, e o excesso não absorvido pode ser armazenado como gordura, contribuindo para o ganho de peso e sobrecarregando os rins.

Suplementos proteicos e seu uso adequado

Os suplementos proteicos são indicados principalmente para pessoas com necessidades aumentadas, como atletas profissionais, que possuem um gasto energético elevado. Para quem pratica atividades físicas moderadas, o consumo de suplementos é desnecessário e pode ser um desperdício financeiro. É fundamental distribuir o consumo de proteína ao longo do dia, evitando grandes concentrações em uma única refeição.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Principais alimentos ricos em proteína

Entre os alimentos com maior teor proteico, as carnes se destacam, especialmente a carne de frango, que contém entre 23 e 25 gramas de proteína a cada 100 gramas. Carnes vermelhas e peixes também são fontes importantes desse nutriente.

Entenda melhor

O consumo adequado de proteína depende do peso corporal, estilo de vida e tipo de dieta. A maioria das pessoas já atende às necessidades diárias sem suplementação, desde que mantenha uma alimentação equilibrada e diversificada, distribuindo a ingestão proteica ao longo do dia para garantir melhor absorção e evitar riscos à saúde.

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.