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A morte do candidato Eduardo Campos continua repercutindo em todo o país e os reflexos podem chegar a economia brasileira

Ouça a coluna 'CBN Economia', com Nélson Rocha Augusto
morte Eduardo Campos
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A trágica morte do candidato à presidência Eduardo Campos gerou discussões sobre seus possíveis impactos na economia brasileira. Em entrevista à CBN Ribeirão, o economista Nelson Rocha compartilhou suas perspectivas sobre o assunto.

O Impacto da Perda de Lideranças Jovens

Rocha lamentou a escassez de novas lideranças no Brasil, especialmente entre os jovens, expressando tristeza pelo ocorrido. Ele ressaltou que, embora o impacto econômico imediato possa não ser totalmente mensurável, o ambiente econômico brasileiro já se encontrava fragilizado pela baixa confiança de empresários, investidores e consumidores.

Incertezas no Curto e Médio Prazo

A morte de Campos, segundo Rocha, turva o horizonte econômico de curto e médio prazo. A incerteza sobre quem o substituirá na candidatura e como os eleitores reagirão adiciona uma variável complexa ao cenário. Ele mencionou que uma eventual candidatura de Marina Silva, embora apoiada por Campos, não teria a mesma capacidade de interlocução política e divulgação do plano de governo.

Recuperação Econômica e o Processo Eleitoral

Apesar do cenário incerto, Rocha demonstrou otimismo em relação à recuperação da atividade econômica. Ele espera uma reversão da tendência negativa nos indicadores a partir de atrássto, com um cenário ainda melhor em setembro, impulsionado por uma base de comparação baixa. No entanto, ele enfatizou que o crescimento econômico sustentável depende das reformas que serão definidas pelo processo eleitoral, tanto no Executivo Federal quanto nos estados e no Congresso Nacional.

O economista destacou a importância de um debate eleitoral profícuo sobre as transformações econômicas necessárias para o Brasil prosperar, alertando que, sem elas, o país continuará a apresentar resultados econômicos modestos.

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