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Coluna desta semana comenta medidas do governo para melhorar oferta de crédito

Ouça a coluna 'CBN Economia', com Nélson Rocha Augusto
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Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nélson Rocha Augusto

O governo federal anunciou um pacote de medidas com o objetivo de impulsionar o crédito no Brasil, em um momento de atividade econômica mais lenta. As ações visam tanto ampliar a oferta de crédito quanto aprimorar a regulação do sistema financeiro. Mas qual o impacto real dessas medidas?

Estímulo ao Crédito em Meio à Retração Econômica

O principal objetivo do governo é reaquecer a economia brasileira, que tem demonstrado sinais de retração, especialmente nos setores de automóveis e imóveis. Um exemplo disso é a queda de 70% nas vendas de apartamentos em São Paulo, comparando julho deste ano com o mesmo período do ano anterior. A expectativa é que o pacote de estímulo ao crédito auxilie na retomada do crescimento.

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Inflação Controlada Permite Ações de Estímulo

As medidas de estímulo só são possíveis devido ao cenário de inflação baixa no Brasil. O IPCA-15, importante indicador da inflação, registrou um aumento de apenas 0,13%, o que permite ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda implementarem tais ações. O governo busca flexibilizar medidas anteriores, adotadas em um período de crescimento acelerado e inflação alta, para impulsionar a economia.

Impacto Limitado do Pacote de Estímulo

Apesar de estar na direção correta, o pacote de estímulo ao crédito é considerado pequeno, com uma liberação estimada de R$ 30 bilhões. Esse valor representa uma pequena parcela do crédito total no país, que corresponde a mais de 50% do PIB. Portanto, o impacto das medidas pode não ser tão significativo quanto o esperado.

Decisões nos EUA e o Cenário Global

As decisões econômicas nos Estados Unidos também exercem influência sobre o Brasil. A ata do Fomc (Comitê de Política Monetária do Federal Reserve) indicou que não haverá aumento das taxas de juros nos EUA enquanto o mercado de trabalho não apresentar sinais de robustez. Essa postura sugere que a expansão de liquidez global deve continuar, com poucas chances de mudanças nas políticas monetárias nos próximos meses.

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O conjunto de fatores econômicos, tanto internos quanto externos, molda o cenário para o crédito e o crescimento no Brasil.

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