Casal responsável pela morte da jovem foi condenado a 13 anos de prisão. MP vai recorrer à Justiça para aumentar pena
Três pessoas foram condenadas pelo assassinato de Núbia Ribeiro, ocorrido em Franca, em setembro de 2017. O julgamento, realizado em júri popular, definiu as penas para os envolvidos.
Condenações e penas
Leonardo Gonçalves Cantieri e Lauanis Viadres do Prado foram condenados a 13 anos de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ítalo Neves recebeu uma pena de 7 anos e meio por homicídio.
Motivação e detalhes do crime
Segundo o Ministério Público, o crime teria sido motivado por ciúmes de Lauanis, devido a um breve relacionamento de Leonardo com Núbia. A vítima foi atraída para uma emboscada, atacada e morta. Seu corpo foi encontrado em Patrocínio Paulista, a 23 km de Franca, com sinais de violência e queimaduras.
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Reações e recursos
A mãe de Núbia expressou sua dor e descrença diante das penas aplicadas. As defesas dos condenados apresentaram diferentes posicionamentos: a defesa de Leonardo se manterá em silêncio por enquanto; a de Lauanis se pronunciará após analisar a sentença; e a de Ítalo recorrerá da decisão, alegando que ele não cometeu o homicídio, apenas participou do transporte do corpo. O Ministério Público também recorrerá, buscando aumentar as penas, especialmente considerando a brutalidade do crime.
O promotor Odilon Neri Comodaro justificou o recurso alegando discordância com a pena aplicada, apesar de reconhecer a condenação. Ele destacou a gravidade do crime, incluindo a queima do corpo da vítima enquanto ainda viva, e a necessidade de uma pena mais elevada, inclusive para modificar os percentuais de progressão de regime.



