Segundo o Defensor Público, Aloísio Ruggeri Ré, é obrigatória a remoção dessas pacientes para hospitais ou a criação de leitos
A Justiça de São Paulo determinou a transferência imediata de pacientes com Covid-19 em estado grave de UPAs em Ribeirão Preto para UTIs em hospitais de todo o estado. A decisão, movida pela Defensoria Pública, visa garantir o direito à vida dessas pessoas que aguardam por leitos.
Ação da Defensoria Pública
Após relatos de pacientes em situação crítica aguardando vagas em UTIs de Ribeirão Preto, a Defensoria Pública entrou com uma ação coletiva. A ação exige que o estado e o município garantam a transferência desses pacientes para outras unidades, incluindo hospitais particulares, caso necessário. Apesar das intimações eletrônicas já terem sido enviadas à prefeitura e ao estado, ainda não há confirmação de recebimento por parte das autoridades.
Situação Grave em Ribeirão Preto
A situação em Ribeirão Preto é considerada grave, com relatos de pacientes entubados em UPAs, recebendo atendimento improvisado. Embora os profissionais de saúde se dediquem ao máximo, a falta de leitos de UTI coloca vidas em risco. A Defensoria Pública reforça a necessidade de medidas urgentes para garantir o direito à saúde e à vida dessas pessoas. No momento em que a ação foi proposta, 30 pacientes estavam em estado grave aguardando por vagas em UTIs.
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Decisão Judicial e Próximos Passos
A decisão judicial prevê a transferência de pacientes para UTIs em qualquer parte do estado, mesmo que fora da região de Ribeirão Preto, desde que haja vagas disponíveis e o paciente ou sua família concordem. Há regiões do estado com menor ocupação de leitos de UTI, o que torna a transferência viável. A Defensoria Pública disponibilizou um canal de comunicação específico (unidade.ribeirã[email protected]) para receber relatos de casos urgentes, priorizando aqueles que necessitam de internação em UTI para tratamento de Covid-19. A Defensoria também disponibiliza o número 0800 077 304340 para atendimento.
A ação judicial demonstra a urgência da situação e a necessidade de uma resposta rápida e eficaz por parte das autoridades para garantir o acesso à saúde e salvar vidas. A transparência e a agilidade na resposta às intimações são cruciais para solucionar o problema e evitar mais tragédias.



