Os acidentes em praças de pedágio nas rodovias de São Paulo aumentaram 15% de 2025 para 2026, segundo dados da Artesp apresentados na reportagem. Neste ano, até o fim do mês passado, foram registradas 627 ocorrências, com 96 veículos envolvidos, 103 pessoas feridas e seis mortes.
Motoristas relatam preocupação com o risco de colisões nesses locais, principalmente por causa das mudanças rápidas no fluxo de veículos e das paradas nas cabines. A expectativa do governo federal é que a ampliação do sistema de cobrança automática Free Flow ajude a reduzir os acidentes.
Riscos no pedágio
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, a velocidade excessiva e a distração estão entre as principais causas de acidentes nas praças de pedágio. O risco aumenta nos horários de maior movimentação, como nos períodos de ida e volta do trabalho.
O capitão Vinícius Becker orienta os motoristas a respeitarem os limites de velocidade, não utilizarem o celular ao volante e manterem a atenção no veículo da frente, principalmente quando houver redução de velocidade ou frenagem.
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Segundo o policial, as ocorrências envolvem principalmente colisões traseiras, além de batidas contra cancelas e estruturas das próprias praças de pedágio.
Free Flow
Nesta segunda-feira, o governo federal atualizou o aplicativo CNH do Brasil. A plataforma passou a permitir a consulta às passagens pelo sistema Free Flow.
Segundo o ministro dos Transportes, Jorge Santuro, a retirada das paradas nas cabines pode contribuir para reduzir pontos de interrupção, congestionamentos e acidentes nas rodovias.
Estacionamento no HC
Em Ribeirão Preto, outra situação envolvendo trânsito e estacionamento foi relatada por pacientes e acompanhantes do Hospital das Clínicas. Motociclistas tiveram veículos guinchados pela RP Mobi após estacionarem em locais proibidos próximos às entradas do hospital.
Pacientes afirmam que, apesar da existência de placas proibindo o estacionamento, nem sempre encontram vagas disponíveis nos bolsões. O preço dos estacionamentos particulares também é motivo de reclamação.
Custo para pacientes
O entregador Jamilton Silva contou que deixou o filho para atendimento no HC e estacionou a moto em um local proibido. Ele também reclamou do preço cobrado nos estacionamentos particulares. Segundo ele, em uma ocasião pagou cerca de R$ 18 por menos de duas horas.
Atualmente, quatro estacionamentos atendem pacientes e visitantes do hospital, com preços que variam de R$ 6 a R$ 12 por hora. Para quem precisa frequentar o HC regularmente, o custo pode pesar no orçamento.
A paciente Daniela Calisto, que faz tratamento contra o câncer, defende que o estacionamento deveria ser gratuito. Outra paciente, Liete, passou a utilizar transporte por aplicativo para tentar economizar e evitar dificuldades para encontrar uma vaga.
Posição do HC
O Hospital das Clínicas informou que procura manter valores acessíveis, considerando os custos de operação e a realidade dos usuários. O hospital afirma que os preços são menores do que os praticados em outras regiões da cidade e que há uma tarifa especial para permanências superiores a cinco horas.
Já a RP Mobi informou que a proibição de parada e estacionamento no trecho é regulamentada pela sinalização existente na região do hospital.



