O número de transplantes vem crescendo no estado de São Paulo e representa esperança para milhares de pacientes que aguardam por uma nova chance de vida. Apesar do avanço registrado nos últimos meses, a fila ainda é longa: até abril deste ano, quase 29 mil pessoas esperavam por um órgão no estado.
Entre os pacientes está Ariane Pereira de Moura, que realiza sessões de hemodiálise três vezes por semana em um centro de nefrologia. A doença renal foi descoberta após exames de rotina, em um momento em que também foi identificado histórico familiar da condição. Agora, após o tratamento, ela aguarda um transplante de rim, que representa a possibilidade de recuperar a qualidade de vida.
Espera
A realidade de pacientes na fila de transplante envolve rotina de tratamento contínuo e expectativa pela compatibilidade de órgãos. A espera, segundo relatos, é marcada pela esperança de uma nova chance de vida.
Ariane resume esse sentimento ao falar sobre o período em que aguarda o procedimento e a importância da cirurgia para seu futuro.
Avanço
Dados da Secretaria Estadual de Saúde mostram aumento nas autorizações para transplantes. Entre janeiro e abril de 2024 foram registradas 317 autorizações, número que subiu para 323 no mesmo período do ano passado e chegou a 345 neste ano.
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Especialistas apontam que o crescimento está relacionado a campanhas de conscientização sobre a doação de órgãos e ao diálogo mais frequente com as famílias. Na Santa Casa de São Carlos, por exemplo, foram realizadas 11 captações no ano passado e três neste ano até o momento.
Segundo profissionais da área, após a autorização familiar, são iniciados protocolos para compatibilidade e distribuição dos órgãos entre os pacientes da fila.
Solidariedade
A doação de órgãos também é marcada por histórias de solidariedade. Um dos casos relatados envolve a jovem Juliana Reijan Nel, de 25 anos, que teve morte encefálica confirmada após 15 dias internada na UTI.
A família decidiu pela doação dos órgãos, que beneficiaram pacientes em Barretos, Ribeirão Preto e São Paulo, em um gesto descrito como um ato de amor e continuidade de vida.
Atualmente, a autorização para doação depende exclusivamente da decisão familiar. Por isso, especialistas reforçam a importância de comunicar em vida o desejo de ser doador, já que essa conversa pode transformar a realidade de quem aguarda um transplante.



