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Acusada nega tentativa de envenenamento e namorado diz não acreditar que ela tenha colocado veneno no açaí

Larissa de Souza Batista responde por tentativa de homicídio qualificado; defesa pediu liberdade provisória após audiência, e processo segue na Justiça
Acusada
Reprodução

A acusada Larissa de Souza Batista negou, durante depoimento em audiência, ter colocado veneno no açaí consumido pelo namorado, Adenilson Ferreira Parente, de 27 anos. O jovem passou mal após consumir o produto comprado em uma loja no Jardim Anhanguera, em Ribeirão Preto, e precisou ser internado e entubado.

Segundo a acusação, Larissa teria colocado terbufós, um agrotóxico, no copo de açaí. Ela está presa preventivamente em Mogi Iguaçu e responde por tentativa de homicídio qualificado. Durante o depoimento, a acusada afirmou que o produto que aparece nas imagens sendo colocado no copo era leite condensado.

Adenilson também foi ouvido e afirmou que não acredita que Larissa tenha tentado matá-lo. Segundo ele, os dois estavam juntos havia três anos e a convivência entre eles faz com que não veja motivo para que ela tivesse cometido o crime.

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Depoimentos

Larissa contou que os dois fizeram o pedido de açaí utilizando os celulares para aproveitar uma promoção e, depois, foram para casa. Ela afirmou que cerca de sete minutos após chegarem, Adenilson começou a sentir a garganta travar.

Segundo a acusada, ela sugeriu que o namorado fosse ao hospital e, naquele momento, os dois também entraram em contato com o irmão dele para informar que Adenilson estava passando mal. Larissa negou ter colocado veneno ou qualquer agrotóxico no copo.

Questionada sobre as imagens em que aparece colocando algo no açaí, ela afirmou que se tratava de leite condensado. Larissa também disse que continua com interesse em manter o relacionamento com Adenilson.

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O próprio Adenilson declarou que ainda não acredita que tenha sido Larissa quem colocou o veneno no açaí. Ele afirmou que os dois continuam se comunicando por cartas, já que ela está presa, e que chegou a enviar uma carta para a companheira, que respondeu da mesma forma.

Impacto

O coordenador operacional da rede de lojas onde o açaí foi comprado também prestou depoimento. Ele relatou que, na primeira vez em que Larissa e Adenilson retornaram ao estabelecimento, a reclamação apresentada era sobre o gosto estranho do produto.

Segundo o depoimento, naquele momento Larissa não acusou a loja de ter colocado veneno no copo. O recipiente teria sido colocado no lixo da cozinha, mas posteriormente familiares voltaram ao estabelecimento para buscá-lo e já afirmavam que havia veneno no açaí.

O coordenador também relatou impacto financeiro provocado pela repercussão do caso. De acordo com ele, cinco unidades da rede, todas em Ribeirão Preto, foram fechadas em aproximadamente um mês, cerca de 20 funcionários perderam o emprego e as vendas ainda não haviam sido completamente recuperadas.

Processo

A defesa de Larissa sustenta a versão apresentada por ela durante a audiência. Já a investigação policial apontou a acusada como responsável pela contaminação do açaí, com base, entre outros elementos, nas imagens em que ela aparece manuseando o copo. O Ministério Público apresentou acusação por tentativa de homicídio qualificado.

Após a audiência, a defesa pediu à Justiça a liberdade provisória de Larissa. O Ministério Público concordou que ela não oferece risco a Adenilson nem à sociedade. A possibilidade de soltura ainda será analisada pela Justiça.

O processo segue em andamento, com análise das provas e dos depoimentos colhidos durante a instrução. A investigação policial mantém a conclusão de que Larissa foi responsável pela contaminação, enquanto ela e a defesa negam participação.

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