Julgamento durou 13 horas e terminou no começo da madrugada desta quarta-feira (9), em Igarapava; crime aconteceu em 2015
Tríplice homicídio em Igarapava: Empresário e comparsa condenados a 81 anos de prisão
O crime e a condenação
Matuzalém Ferreira Jr. e Antônio Moreira Pires foram condenados a 81 anos de prisão pela morte da jovem Isabela Gianvecchio e de seus filhos gêmeos de dois meses, Ana Flávia e Lucas. O julgamento, realizado em Igarapava, durou 13 horas e terminou na madrugada de ontem. A justiça considerou que Matuzalém mandou matar as vítimas por não aceitar a paternidade das crianças, fato que não foi confirmado por exame de DNA, segundo o promotor Dilsson Santiago de Souza.
Motivação e provas
De acordo com o promotor, as provas demonstram que Matuzalém contratou Antônio para executar o crime. A motivação seria a recusa de Matuzalém em realizar um exame de DNA para confirmar a paternidade dos bebês, após Isabela procurar por ele. O crime ocorreu em fevereiro de 2015, em Aramina. O corpo de Isabela foi encontrado no local do crime, enquanto os corpos das crianças foram encontrados em Uberaba, Minas Gerais. A identificação das vítimas se deu por meio de imagens de câmeras de segurança que registraram Isabela entrando no carro dos suspeitos em Uberaba.
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Reação dos envolvidos e familiares
O promotor descreveu a frieza dos acusados ao receberem a sentença. Apesar das tentativas, a reportagem não conseguiu contato com os familiares de Isabela e dos gêmeos, nem com os advogados de defesa dos condenados. O advogado da família de Isabela atuou como assistente de acusação no julgamento.
A sentença de 81 anos de prisão reflete a gravidade do crime e a crueldade envolvida na morte de Isabela e seus filhos. O caso demonstra a importância da busca por justiça em crimes violentos, mesmo diante da dificuldade de contato com familiares e advogados envolvidos.



