Policiais civis se passaram por clientes e pegaram o jovem na manhã desta quarta, em uma casa da Zona Norte
Uma investigação policial em Ribeirão Preto, desencadeada por uma conversa via WhatsApp, resultou na descoberta de um esquema de venda de atestados médicos falsos. O caso, que envolve um adolescente, levanta questões sobre a segurança de documentos de saúde e as implicações legais para quem compra ou vende tais atestados.
A Investigação e a Descoberta
Segundo o delegado Samuel Zanferdini, a polícia iniciou as conversas com o suspeito, identificado como ‘Léo’ nas redes sociais, sem saber que se tratava de um adolescente. Após dez dias de negociação, os policiais conseguiram marcar um encontro para adquirir atestados médicos. O adolescente ofereceu três atestados por R$100, alegando que cada um custava R$40. A polícia, então, dirigiu-se ao endereço fornecido e, após receber os atestados, revelou a operação. Na residência, foram encontrados cerca de 12 atestados em branco, carimbados com identificações da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e de uma médica.
Origem e Venda dos Atestados
A polícia suspeita que os atestados tenham sido desviados da UPA localizada na Avenida 13 de Maio. O adolescente alega ter vendido apenas três atestados, adquiridos de um desconhecido pelo Facebook. A investigação continua para apurar a origem dos documentos e identificar outros envolvidos no esquema.
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Implicações Legais
O delegado Zanferdini alerta que a compra de atestados médicos falsos também configura crime, com pena de reclusão. Tanto quem falsifica quanto quem utiliza atestados falsificados pode ser autuado em flagrante. Casos de falsificação de atestados e roubo de carimbos médicos têm se tornado frequentes em Ribeirão Preto, gerando investigações policiais e preocupação entre profissionais de saúde.
O adolescente foi liberado aos pais após assinatura de um termo de responsabilidade, dada a natureza do crime. No entanto, maiores de 18 anos flagrados na mesma prática podem ser presos.



