Um adolescente de 16 anos é suspeito de estuprar o próprio primo, de 14 anos, que tem transtorno do espectro autista (TEA), em Ribeirão Preto. A denúncia foi feita pela mãe da vítima na manhã desta quinta-feira, após a escola identificar mudanças no comportamento do menino e comunicar a situação à família.
Segundo a Polícia Militar, a violência sexual teria ocorrido há alguns dias, na residência onde os dois adolescentes moravam. O suspeito foi localizado pelos policiais e encaminhado à Delegacia da Infância e Juventude de Ribeirão Preto, onde a ocorrência foi registrada como estupro de vulnerável.
De acordo com o capitão da Polícia Militar Fábio Guidoni, o adolescente suspeito teria admitido a prática do crime aos policiais. Como o caso não ocorreu em situação de flagrante, a autoridade policial determinou a liberação dos envolvidos. A ocorrência será investigada pela Polícia Civil.
Denúncia na escola
A suspeita surgiu depois que a equipe escolar percebeu que o adolescente de 14 anos apresentava um comportamento diferente do habitual. A direção chamou a mãe para conversar, e ela foi informada de que o menino já havia relatado o episódio à equipe de psicologia da instituição.
Segundo a Polícia Militar, a vítima tem autismo nível 2 e é não verbal. Após ser questionado pela mãe, o adolescente teria contado a ela o que aconteceu. A mulher procurou a polícia e denunciou a violência sexual atribuída ao sobrinho.
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Suspeito localizado
O adolescente de 16 anos é morador de Guará, mas vivia há cerca de cinco meses na casa da tia, mãe da vítima. Segundo a polícia, a mulher havia acolhido o sobrinho em sua residência e ficou bastante abalada ao tomar conhecimento da denúncia.
Quando os policiais chegaram ao endereço, no bairro Marincek, o suspeito não estava no local. Após realizar buscas e diligências, a equipe conseguiu localizá-lo e encaminhá-lo à Delegacia da Infância e Juventude de Ribeirão Preto.
De acordo com o capitão Fábio Guidoni, o adolescente teria confessado a prática da violência sexual aos policiais. A ocorrência foi apresentada à autoridade policial de plantão, que determinou o registro como estupro de vulnerável.
Investigação policial
Como a violência teria ocorrido alguns dias antes da denúncia, a autoridade policial entendeu que não havia situação de flagrante e determinou a liberação dos envolvidos. A medida não encerra o caso, que será apurado pela Polícia Civil.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da violência sexual denunciada pela mãe da vítima. Segundo o capitão da Polícia Militar, a mulher está abalada com a situação, já que havia acolhido o sobrinho em casa e não esperava que o episódio acontecesse.



