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Affonso Celso Pastore ex-presidente do Banco Central diz que ajustes fiscais devem continuar ao longo do ano

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Affonso Celso Pastore
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Os brasileiros têm sentido no dia a dia os impactos dos ajustes econômicos implementados pelo governo federal, desde a alta da Selic até a desvalorização do real frente ao dólar, passando pela inflação impulsionada pelos reajustes nas contas de luz, aumento dos combustíveis e dos alimentos. Soma-se a isso a crescente arrecadação de tributos.

O Ajuste Fiscal e Seus Reflexos

Celso Afonso, pastor, consultor e ex-presidente do Banco Central, analisa o cenário econômico atual, ressaltando a necessidade de um ajuste fiscal que o governo postergou por muito tempo. Segundo ele, o Brasil possui uma dívida pública elevada, correspondendo a 63% do PIB, o que torna essa dívida insustentável. A única forma de reduzir essa dívida é gerar superávits primários, meta estabelecida por Joaquim Levy em 1,2% do PIB, o que implica em corte de gastos e aumento da arrecadação.

Desaceleração Econômica e Aumento do Desemprego

Afonso explica que o corte de gastos e o aumento da arrecadação têm reflexos diretos na economia, desacelerando a atividade econômica. O Brasil já vinha em um ritmo de desaceleração antes da gestão de Levy, mas essas medidas acentuam essa tendência. A previsão é de recessão em 2015, com queda do PIB em torno de 1% e aumento do desemprego. Esse cenário, aliado à inflação próxima dos 8% ao ano, gera um grande mal-estar na sociedade.

Perspectivas para o Futuro

Apesar dos ajustes, a economia parece estar patinando. Celso Afonso explica que essas mudanças não são instantâneas e que o aumento de impostos e a redução de gastos devem persistir no próximo ano. Ele não prevê uma nova recessão em 2016, mas um crescimento econômico ainda muito baixo. O alívio dessas medidas não será imediato, mas sim ao longo de vários trimestres. A expectativa é de que em 2016 a situação comece a melhorar, mas 2015 ainda será um ano de retração.

Diante desse quadro, o alívio para o bolso dos brasileiros não virá no curto prazo. A correção de erros passados tem um custo, e será necessário superar as dificuldades momentâneas. O tempo trará esse alívio.

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