O agronegócio brasileiro tem até o dia 26 de maio de 2026 para se adequar à atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR1), que passa a exigir a inclusão de riscos psicossociais na gestão de segurança do trabalho. A medida amplia o olhar sobre a saúde do trabalhador, incluindo fatores como estresse, assédio e jornadas exaustivas.
Segundo especialistas, a mudança representa um avanço ao considerar não apenas a proteção física, mas também a saúde mental dos trabalhadores rurais, que enfrentam rotinas intensas e, muitas vezes, condições de isolamento no campo.
Saúde mental
De acordo com a especialista Fabíola Molina, o trabalhador rural possui características específicas que exigem atenção, como longos períodos de isolamento, jornadas extensas durante a safra e permanência prolongada em máquinas.
Ela destaca que, diferente dos riscos físicos, não há equipamentos de proteção individual para a saúde mental, o que torna essencial a adoção de medidas organizacionais, como divisão equilibrada de tarefas, apoio entre equipes e momentos de descanso.
A atualização da NR1 determina que todas as empresas façam o mapeamento dos riscos psicossociais e incluam essas informações no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Após o diagnóstico, é necessário implementar ações para evitar o adoecimento mental dos trabalhadores.
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A norma também prevê fiscalização e aplicação de multas para empresas que não se adequarem. O prazo marca o fim do período de adaptação, que já vinha sendo concedido para que os empregadores estruturassem suas estratégias.
Além da proteção ao trabalhador, a medida também pode impactar diretamente os resultados das empresas. Segundo a especialista, afastamentos por ansiedade, depressão e burnout têm aumentado, o que interfere na produtividade. A organização do ambiente de trabalho, o preparo das lideranças e a atenção à diversidade geracional são apontados como fatores fundamentais para promover um ambiente mais saudável e eficiente no campo.



