Vice-presidente de comitê, Paulo Finotti falou à CBN Ribeirão
Um relatório recente revelou um cenário preocupante em Ribeirão Preto em relação à captação de água. A cidade consegue captar apenas 52 metros cúbicos de água por habitante ao ano, um número significativamente inferior à média do estado de São Paulo, que é de 276 metros cúbicos, e muito abaixo da capacidade de outras cidades da bacia do Rio Pardo, que alcançam 394 metros cúbicos por habitante ao ano.
A Crise do Aquífero Guarani
Estudos anteriores já haviam alertado para a situação crítica do Aquífero Guarani na região central de Ribeirão Preto. Uma pesquisa da USP de São Carlos indicou que o nível do aquífero baixou 70 metros nos últimos 80 anos. Os dados atuais reforçam essa preocupação, mostrando que a cidade consome quatro vezes mais água do que consegue repor, agravando ainda mais a situação devido ao desperdício.
Desperdício e Saneamento: Um Problema Urgente
O alto índice de desperdício em Ribeirão Preto é um fator crucial nesse cenário. Um estudo nacional sobre saneamento já havia apontado o problema, e a falta de gestão eficiente dos recursos hídricos agrava a crise. É fundamental que a cidade adote medidas para reduzir o desperdício e melhorar a infraestrutura de saneamento.
Soluções e Perspectivas para o Futuro
Apesar do cenário preocupante, há perspectivas de melhoria. Projetos para captação de água do Rio Pardo estão em andamento, e a expectativa é que essa medida possa contribuir para o abastecimento da cidade. No entanto, é crucial que a captação seja feita de forma racional e sustentável, garantindo a preservação do rio a longo prazo. Além disso, o tratamento de esgoto em municípios próximos também pode melhorar a qualidade da água na região. Uma gestão eficiente e um choque de gestão no Daerp são essenciais para garantir o futuro hídrico de Ribeirão Preto.
A situação demanda atenção e ações coordenadas para garantir o abastecimento de água e a preservação dos recursos hídricos na região.



