O aleitamento materno pode contribuir para a construção da saúde metabólica ao longo da vida, embora não seja o único fator responsável por esse processo. Na coluna CBN Nutrição, a nutricionista Cristina Trovó explica que a saúde metabólica envolve indicadores como glicemia, pressão arterial, perfil lipídico e distribuição de gordura. A especialista destaca que a amamentação também oferece proteção imunológica, favorece o desenvolvimento cognitivo e fortalece o vínculo afetivo entre mãe e bebê.
Entre os benefícios relacionados ao metabolismo, Cristina ressalta a participação do leite materno na regulação do apetite e da saciedade, especialmente quando a amamentação ocorre em livre demanda, respeitando os sinais de fome e satisfação do bebê. Outro aspecto importante é o desenvolvimento da microbiota intestinal, favorecido por componentes do leite humano que contribuem para o crescimento de bactérias benéficas. Esses fatores podem colaborar para a imunidade e a absorção de nutrientes, mas a trajetória metabólica também depende da genética, do ambiente familiar, das condições de vida e dos hábitos alimentares construídos ao longo dos anos.
A especialista recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, sempre que possível, e destaca os benefícios da continuidade da amamentação até os dois anos. Ela também reforça a importância da introdução alimentar adequada e explica que a retirada e o armazenamento do leite materno podem ajudar mães que precisam voltar ao trabalho. Ouça a íntegra da coluna CBN Nutrição no áudio acima.