Houve demonstração de redução de 9% de infartos em consumidores moderados de álcool; entenda mais no ‘CBN Saúde’
O consumo moderado de álcool e a saúde cardiovascular
Estudos apontam uma possível relação entre o consumo moderado de bebidas alcoólicas e a diminuição de doenças cardiovasculares. Algumas pesquisas mostram uma redução de até 9% em infartos em indivíduos que consomem álcool com moderação. No entanto, é crucial ressaltar que o aumento de acidentes vasculares cerebrais (AVC) permanece uma preocupação, e essa relação não deve ser interpretada de forma simplista.
Benefícios e riscos do consumo moderado de vinho
A discussão sobre os benefícios do vinho para a saúde cardiovascular é extensa. Estudos sugerem que o consumo de até 30 gramas de etanol (equivalente a 300ml de vinho, uma cerveja ou duas doses de destilado) para homens, e 15 gramas para mulheres, pode apresentar alguns efeitos positivos. Entretanto, esses benefícios precisam ser analisados cuidadosamente. O vinho contém resveratrol, uma substância com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que pode auxiliar na proteção contra doenças cardiovasculares e certos tipos de câncer. O chamado “Paradoxo Francês”, onde populações com alto consumo de cigarros apresentavam taxas menores de infarto do que o esperado, é frequentemente citado, mas requer interpretação cautelosa.
A importância do equilíbrio e da dieta
Pesquisas mostram que uma dieta rica em frutas, verduras, cereais, leguminosas, oleaginosas, peixes, combinada com o consumo moderado de vinho (no máximo sete doses semanais), está associada a uma maior sobrevida. Os benefícios podem estar relacionados à diminuição das gorduras sanguíneas, melhora da ação da insulina, redução de inflamações e melhoria das condições das artérias. Porém, é fundamental lembrar que o consumo de álcool pode causar problemas de saúde, como distúrbios digestivos e dependência química. Portanto, o equilíbrio é essencial. A melhor resposta para a relação entre vinho e saúde talvez seja a sabedoria popular: “Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”.