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As investigações da Operação Cêvandija, deflagrada em Ribeirão Preto, resultaram no desmantelamento de um grande esquema de corrupção que envolveu a prisão da prefeita e nove vereadores. O trabalho conjunto do Gaeco e da Polícia Federal, que durou quase dois anos, incluindo nove meses de investigação sigilosa, foi fundamental para o sucesso da operação.
Três Frentes de Investigação
As apurações se dividiram em três frentes principais: a contratação de terceiros para apoio político e contratos com a Coderp; propina para antecipar pagamentos de honorários advocatícios à advogada Maria Zueli Brandi; e um contrato da Erpe com a Ngpave, controlada pela Ege Engenharia. A complexidade do caso exigiu a análise de 69 mil diálogos interceptados e a produção de 189 laudos periciais.
Resultados e Recuperação de Bens
A operação resultou no bloqueio de mais de R$ 33 milhões em bens, incluindo mais de 60 veículos e 60 imóveis. Apesar dos resultados positivos, as autoridades continuam em busca de outros bens ocultos para ressarcir os cofres públicos. A colaboração entre Gaeco e Polícia Federal, inicialmente questionada, foi validada pela Justiça, permitindo um trabalho eficiente e transparente.
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Desdobramentos e o Futuro
A Operação Cêvandija gerou diversos processos judiciais, e novas investigações estão em andamento. A colaboração premiada, embora importante, requer informações inéditas sobre os mandantes dos esquemas. A operação serve como um exemplo da necessidade de mecanismos de transparência e controle para evitar novos casos de corrupção, demonstrando a importância da união entre órgãos de investigação e a participação da sociedade na denúncia de irregularidades.



