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Alta do diesel pressiona serviços e já provoca prejuízos e risco de repasse em Ribeirão Preto

Motoristas e empresas relatam aumento de custos e queda na demanda enquanto especialistas alertam para risco de escassez
diesel
Divulgação

A alta no preço do diesel já provoca impactos diretos no dia a dia de trabalhadores e empresas em Ribeirão Preto. Profissionais que dependem do combustível para trabalhar relatam aumento nos custos e dificuldade para manter os preços sem repassar ao consumidor.

O cenário é agravado pela instabilidade nos valores, que mudam com frequência nos postos, e pela incerteza em relação ao abastecimento, influenciada pelos conflitos internacionais.

Impacto imediato

Motoristas de transporte escolar estão entre os mais afetados. Um dos profissionais ouvidos relata que consome cerca de 100 litros de diesel por semana. Antes, com o litro a R$ 5,60, o custo era de aproximadamente R$ 560. Agora, o valor chega a cerca de R$ 779 pelo mesmo volume.

Diante disso, a estratégia tem sido tentar segurar os preços até o fim do mês, enquanto avaliam alternativas para negociar possíveis reajustes com os responsáveis pelos alunos.

A variação constante nos preços também dificulta o planejamento financeiro, já que o valor pode mudar ao longo do dia, dependendo do posto.

Serviços afetados

Outros setores também já sentem os reflexos. Profissionais que atuam com máquinas, como tratores e retroescavadeiras, relatam queda de até 40% na demanda por serviços, diante do aumento dos custos operacionais.

Empresas que dependem de grandes volumes de diesel, como as de coleta de resíduos, também enfrentam aumento expressivo nas despesas. Em uma operação com consumo médio de 40 mil litros, o impacto no orçamento é significativo.

Além do combustível, o encarecimento do frete e de insumos agrava ainda mais a situação, pressionando toda a cadeia produtiva.

Risco de escassez

Especialistas apontam que o cenário atual pode evoluir para um risco de desabastecimento. Isso ocorre porque parte do combustível é importada a preços internacionais, enquanto o valor praticado internamente pode não ser atrativo para importadores.

Além disso, fatores econômicos e até psicológicos influenciam o mercado. A expectativa de escassez pode elevar preços antes mesmo de uma falta efetiva do produto.

O contexto internacional também contribui para a instabilidade. A redução no transporte de petróleo em rotas estratégicas e o agravamento de conflitos podem comprometer ainda mais a oferta, mantendo o cenário de incerteza nos próximos meses.

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