Moeda americana chegou a bater R$ 6,30, o que torna as viagens para fora do Brasil ainda mais caras
A alta do dólar afeta diretamente o turismo, impactando tanto os viajantes quanto as empresas do setor. Com a moeda americana em alta, muitos brasileiros estão repensando seus planos de viagem internacional, optando por destinos nacionais ou da América do Sul.
Impacto nos viajantes
O aumento do custo das passagens aéreas e a desvalorização do real tornam as viagens internacionais mais caras. Famílias que antes viajavam frequentemente para os Estados Unidos, por exemplo, atrásra buscam alternativas dentro do Brasil, explorando destinos como o Nordeste, Norte e Amazônia. A atração pela natureza e cultura local se torna um atrativo em tempos de instabilidade econômica.
Desafios para as agências de turismo
As agências de viagens também sentem o impacto da alta do dólar. Aquelas especializadas em peregrinações religiosas, por exemplo, relatam uma diminuição na procura. Outras empresas observam uma mudança no perfil dos clientes, com maior preferência por destinos nacionais ou países da América do Sul, como Colômbia, Peru, República Dominicana e México. O custo de resorts de luxo no Brasil se torna comparável ao de viagens para destinos como Punta Cana ou Cancún, impulsionando a procura pelo turismo nacional.
Reações do mercado e perspectivas futuras
Para conter a alta do dólar, o Banco Central realizou a maior intervenção dos últimos 25 anos. Apesar disso, a instabilidade permanece. A expectativa é de uma melhora na procura por viagens internacionais a partir de fevereiro ou março, mas o mercado permanece em estado de alerta, aguardando a estabilização da moeda americana.



