Antes da pandemia, em 2020, o bacalhau do Porto era vendido a R$ 160 o quilo, hoje o valor chega a R$ 209
Semana Santa com preços mais salgados
A Semana Santa, data importante para os católicos, se aproxima, e com ela a tradição do bacalhau no almoço da Paixão de Cristo. No entanto, este ano, a celebração terá um sabor mais amargo para o bolso dos consumidores. O aumento do dólar impactou diretamente o preço dos produtos importados, encarecendo o tradicional prato.
Aumento de preços e impacto no consumo
O quilo do filé de bacalhau do Porto, por exemplo, saltou de R$ 160 em 2020 para R$ 209 em 2024. O azeite também sofreu reajuste, passando de R$ 28 para R$ 38 a unidade. O queijo, impactado pelo aumento do preço da ração das vacas, subiu de R$ 29,90 para R$ 44,90 o quilo. Com isso, o consumidor tem reduzido o consumo, como relata o comerciante Clayton Ramos, que observa queda nas vendas em comparação com anos anteriores. A oscilação cambial afeta não só o seu negócio, mas também o consumidor final, que muitas vezes se vê diante de aumentos de preços em poucos dias.
Inflação e poder de compra
O economista Diego Gali Alberto destaca que o aumento de preços é um reflexo que atinge diversos setores, reduzindo ainda mais o poder de compra do consumidor, já afetado pela inflação. A situação econômica atual, com medidas econômicas e o cenário político buscando frear a inflação, ainda não demonstra resultados efetivos, impactando diretamente o consumo da população brasileira.
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A alta dos preços de produtos essenciais para a tradicional refeição da Semana Santa demonstra o impacto da inflação e da variação cambial no bolso do brasileiro, forçando mudanças nos hábitos de consumo e afetando o comércio.



