O aumento no preço dos combustíveis já é sentido pelos motoristas em Ribeirão Preto e região, mas tem impactado de forma ainda mais intensa os caminhoneiros. Nos últimos dias, a gasolina subiu entre 10 e 20 centavos na cidade, enquanto o diesel já se aproxima de R$ 8 em alguns postos. A alta afeta diretamente o custo do transporte de cargas, já que os caminhoneiros precisam lidar com despesas maiores sem reajuste no valor do frete.
Segundo relatos de profissionais ouvidos pela CBN Ribeirão, o cenário é de insatisfação. O diesel mais caro encarece toda a operação, desde o abastecimento até a manutenção dos veículos, enquanto o pagamento pelo serviço permanece o mesmo. Um profissional destacou que o impacto vai além da categoria e chega ao consumidor final, com reflexos em toda a cadeia de abastecimento.
Preços em alta na região
Levantamento feito em postos de Ribeirão Preto mostra que a gasolina, que era vendida a R$ 6,59 no início da semana, já chega a R$ 6,79 e pode alcançar até R$ 6,89 em alguns locais. Já o diesel varia entre R$ 7,44 e R$ 7,99, dependendo da região.
Dados nacionais também apontam aumento expressivo. Uma pesquisa da empresa TruckPag indica que o preço médio do diesel no Brasil chegou a R$ 7,22, contra R$ 5,74 no fim de fevereiro, uma alta significativa em poucas semanas.
Medo de greve e impactos logísticos
A possibilidade de uma paralisação da categoria também aumenta a incerteza no setor. Alguns caminhoneiros relatam que cargas foram canceladas por receio de empresas diante de uma eventual greve.
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Um motorista do Espírito Santo afirma estar parado há três dias em Ribeirão Preto aguardando frete. Ele conta que não estão liberando cargas por medo de greve dos caminhoneiros. Apesar disso, a maioria dos profissionais segue trabalhando, e não há confirmação de paralisação no momento.
Especialistas apontam que a alta dos combustíveis está ligada ao cenário internacional, especialmente a conflitos no Oriente Médio, o que pode manter os preços pressionados. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou medidas para garantir o abastecimento no país e evitar um cenário mais crítico nos próximos meses. Ainda assim, entidades do setor alertam para risco de desabastecimento a partir de abril, caso não haja regularização na oferta.



