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Alta no dólar faz produtores de carne priorizarem a exportação ao mercado interno

Com isso a proteína fica mais cara para o bolso dos brasileiros; pesquisador do Cepea, Thiago de Carvalho, analisa o cenário
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Com isso a proteína fica mais cara para o bolso dos brasileiros; pesquisador do Cepea, Thiago de Carvalho, analisa o cenário

Com isso a proteína fica mais cara para o bolso dos brasileiros; pesquisador do Cepea, Thiago de Carvalho, analisa o cenário

A carne bovina continua com preços elevados, afetando o consumo do brasileiro. A alta nos custos de produção, somada à menor renda disponível, tem levado os consumidores a buscarem alternativas proteicas mais acessíveis.

Alta da Carne Bovina e o Mercado Externo

A exportação de carne bovina tem sido um fator crucial para o aumento dos preços no mercado interno. De acordo com Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador da equipe de Pecuária do Cepea (Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada da USP), o mercado externo, especialmente a China, tem demonstrado grande demanda, atraindo a atenção das empresas exportadoras e impactando a oferta interna.

Impacto em outras proteínas

O encarecimento da carne bovina tem gerado um efeito cascata em outras proteínas, como frango e carne suína. Embora tenha havido queda nos preços do frango e da carne suína em alguns momentos, o consumo não aumentou na proporção esperada, indicando que o orçamento do consumidor está comprometido, limitando a substituição por proteínas mais baratas. A redução no consumo de todas as carnes demonstra a dificuldade financeira enfrentada pela população.

Perspectivas futuras e intervenção governamental

A possibilidade de retorno aos preços antigos da carne bovina é questionada. Fatores como o câmbio e o ciclo pecuário influenciam os preços. Embora um aumento na produção possa contribuir para a redução dos preços, a volta aos valores anteriores parece improvável sem uma produção mais eficiente. Quanto à intervenção governamental, o pesquisador destaca que a proteção de mercado não é uma solução sustentável a longo prazo. O governo pode atuar incentivando a produção e buscando alternativas para aumentar a oferta, mas a precificação artificial pode gerar problemas econômicos futuros.

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