Procurar produtos mais barato para substituição e pesquisa de preço são as principais dicas para economizar
Os preços de alimentos básicos sofreram grandes oscilações em 2016, impactando diretamente o orçamento do consumidor brasileiro. Após um período de alta significativa, alguns produtos registraram queda de preços, trazendo alívio para o bolso da população.
De vilões a mocinhos: a recuperação de preços
O feijão carioca, o tomate e o leite, campeões de preços altos em 2016, voltaram a apresentar valores mais acessíveis. Segundo Antônio, gerente de um supermercado em Ribeirão Preto, a oscilação se deve à sazonalidade. O leite, por exemplo, chegou a custar R$ 4,00 (marcas populares) e até R$ 5,50 (marcas premium), retornando à média de R$ 2,30 a R$ 2,40. Já o feijão carioca, que atingiu preços entre R$ 10,00 e R$ 15,00, voltou à faixa de R$ 3,00 a R$ 6,00 (marcas premium). O tomate, outro produto que sofreu forte impacto, chegou a custar R$ 10,00, mas atualmente se encontra na faixa de R$ 2,00.
Nem tudo são flores: a alta da banana e outros vilões
Por outro lado, nem todos os produtos seguiram a tendência de queda. A banana, por exemplo, apresenta alta superior a 50% em relação ao ano passado, com o quilo da banana nanica custando cerca de R$ 6,00. A laranja também preocupa, com aumento de 48%, e o açúcar, com alta de 20%. Rubens Barbosa, aposentado, comenta sobre a dificuldade de lidar com esses aumentos, ressaltando a falta de produtos baratos no mercado.
Leia também
Dicas para o consumidor e análise econômica
De acordo com o economista De Garmon Forte Merlo, da USP de Ribeirão Preto, pesquisar preços e fazer substituições de produtos são estratégias importantes para o consumidor. Ele destaca a importância de considerar as diferentes variedades de um mesmo produto, pois a oferta e o preço podem variar bastante. A perecibilidade dos produtos agrícolas, somada às variações climáticas que afetam as safras, contribui para a instabilidade de preços. A inflação em Ribeirão Preto fechou 2016 em 4,6%, segundo dados da Associação Comercial e Industrial da cidade.



