Delegado do Creci-SP, José Augusto Gardin, orienta que proprietários e locatórios usem outros índices na hora da renegociação
O mercado de aluguel no Brasil tem apresentado altas significativas nos últimos meses, com reajustes baseados no IGP-M, que superou em muito a inflação medida pelo IPCA. Em janeiro a outubro de 2023, o IGP-M registrou alta de 21,73%, enquanto o IPCA ficou em 10,67%. Essa diferença impacta diretamente o orçamento dos inquilinos.
Reajustes e Indicadores
O IGP-M é o principal índice utilizado para reajustar aluguéis, mas outras opções existem, como o IPCA e o IPC. José Augusto Gardim, delegado regional do Creci-SP, explica que a legislação permite a utilização de diferentes indicadores, desde que não sejam índices estrangeiros. A escolha do IGP-M pelas imobiliárias se tornou uma prática comum ao longo dos anos, mas a possibilidade de negociação com base em outros índices, como o IPCA, mais condizente com a inflação real, permanece.
Mercado Imobiliário e Tendências
Após a pandemia, o mercado imobiliário vem se recuperando, com aumento na procura por imóveis, especialmente em cidades universitárias como Ribeirão Preto. Gardim observa o retorno de pessoas que haviam se mudado durante a pandemia, além do aumento da procura por estudantes. A demanda por imóveis maiores, com espaços para home office, também tem crescido, refletindo a adaptação das empresas ao trabalho remoto.
Perspectivas para o Fim do Ano
Apesar da recuperação do mercado, Gardim não prevê aumentos significativos nos aluguéis para o fim de 2023 e início de 2024. Embora muitos contratos estejam baseados no IGP-M, a negociação entre proprietários e inquilinos tem sido comum, muitas vezes utilizando o IPCA como referência, buscando um equilíbrio entre as partes. A procura por imóveis tem se intensificado, impulsionada pelo retorno de pessoas às cidades e pelo início do ano letivo.



