A Polícia Civil de Ribeirão Preto ouve nesta quinta-feira (6) a estudante de 14 anos suspeita de esfaquear uma colega da mesma idade na saída da Escola Estadual Dom Alberto José Gonçalves, no bairro Campos Elíseos. A vítima foi atingida por golpes de arma branca e recebeu atendimento médico.
A agressão aconteceu na tarde de quarta-feira (5), em frente à unidade de ensino, ao lado do Cemitério da Saudade. Inicialmente, informações de alunos apontavam que a mãe da adolescente teria sido responsável pelos golpes, mas o registro oficial da ocorrência indicou que houve uma briga entre as duas estudantes.
Investigação
Segundo o delegado da Delegacia da Infância e Juventude (Diju), a vítima já foi ouvida pela polícia e realizou exame de corpo de delito. A adolescente contou que tentou defender uma amiga durante uma confusão, mas disse não saber o motivo do conflito que teria iniciado a agressão.
A estudante ferida foi socorrida e levada para a UPA 13 de Maio, onde permaneceu em observação. Depois de receber atendimento e levar pontos, ela teve alta médica.
A adolescente apontada como autora das agressões foi localizada e intimada para prestar depoimento. A Polícia Civil ainda investiga se a mãe dela teve participação no caso.
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Mãe investigada
De acordo com o delegado, existe possibilidade de responsabilização da mãe da adolescente caso seja comprovado que ela colaborou para o crime. A investigação também deve apurar uma outra confusão envolvendo a mulher e uma estudante ocorrida dias antes.
A Polícia Civil teve acesso a imagens que mostram uma agressão supostamente cometida pela mulher contra outra adolescente na segunda-feira (3). O caso deverá ser encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher, que ficará responsável pela apuração envolvendo a adulta.
Escola
Em nota, a Secretaria de Educação do Estado informou que a gestão da escola acionou imediatamente a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) assim que soube do ocorrido do lado de fora da unidade.
A estudante foi encaminhada para atendimento médico, acompanhada pelos responsáveis, e, segundo a pasta, se recupera em casa. Uma equipe do programa Conviva esteve na escola para avaliar a situação e um relatório foi inserido na plataforma de acompanhamento da convivência escolar.
A unidade regional de ensino de Ribeirão Preto e a escola informaram que seguem à disposição da comunidade para esclarecimentos.



