Alunos do 6º ao 9º ano de escolas públicas municipais de Ribeirão Preto passam a participar, a partir desta segunda-feira (31), de encontros quinzenais de saúde mental dentro das próprias salas de aula. A iniciativa é uma parceria entre as secretarias municipais de Saúde e Educação e começa como um projeto-piloto.
O trabalho utiliza uma metodologia desenvolvida em Ribeirão Preto pela Faculdade de Medicina, chamada Grupos Comunitários de Saúde Mental. A proposta é promover atividades coletivas por meio da troca de experiências e do uso de elementos como música, cinema e poesia.
Projeto-piloto
Segundo Marcus Vinícius Santos, chefe da Rede de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde, o projeto terá duração inicial de seis meses. Os alunos foram avaliados antes do início das atividades e passarão por uma nova avaliação ao final do período para verificar os resultados.
Inicialmente, as atividades serão realizadas na Escola Municipal Domingos Adilson Canezin, no Santa Cruz, e na Escola Professor Paulo Freire, no Heitor Rigon. Caso os resultados sejam positivos, a intenção é ampliar o projeto para outras unidades e para um número maior de estudantes no próximo ano.
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A iniciativa também conta com atividades voltadas aos educadores, professores e responsáveis pelos alunos. Em situações que demandem atendimento especializado, o projeto terá o suporte do CAPS Infantil, que conta com profissionais como psiquiatra, psicólogo e terapeuta ocupacional.
Saúde mental
A proposta busca trabalhar a saúde mental, considerando o contexto em que crianças e adolescentes estão inseridos. Segundo Marcus Vinícius, é necessário compreender as relações familiares, escolares e comunitárias dos estudantes, e não apenas realizar um atendimento individual.
A metodologia também pretende estimular a convivência e a troca entre os alunos. As atividades utilizam manifestações culturais para abordar questões relacionadas à saúde mental de forma leve e lúdica, ajudando os jovens a dar sentido às próprias experiências e a lidar com frustrações, desafios e dificuldades.
O projeto também prevê momentos de integração, como um evento de encerramento com participação dos estudantes. A ideia é fortalecer os vínculos comunitários e estimular relações presenciais em um contexto no qual os jovens estão cada vez mais conectados por meios digitais.
A iniciativa foi criada para contribuir com a prevenção e a redução de práticas de violência, segregação e bullying no ambiente escolar, além de ampliar o trabalho de promoção da saúde mental entre os estudantes da rede municipal.



