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AME: 14 crianças começam a receber medicamento para tratar a doença no Hospital das Clínicas de Ribeirão

Frasco custa R$ 360 mil e o Governo incluiu a medicação na lista do SUS; coordenadora do HC fala desta vitória aos pacientes
tratamento AME crianças
Frasco custa R$ 360 mil e o Governo incluiu a medicação na lista do SUS; coordenadora do HC fala desta vitória aos pacientes

Frasco custa R$ 360 mil e o Governo incluiu a medicação na lista do SUS; coordenadora do HC fala desta vitória aos pacientes

O diagnóstico e tratamento de doenças raras no Brasil ainda representam um grande desafio. Muitos pacientes precisam recorrer ao Judiciário para garantir o acesso a tratamentos e terapias adequadas, uma vez que o poder público frequentemente se recusa a arcar com os custos dos medicamentos, mesmo reconhecendo a melhora na qualidade de vida que eles proporcionam.

Acesso a Medicamentos para Doenças Raras

No Brasil, existem cerca de 8 mil doenças raras catalogadas, incluindo lúpus, doença de Crohn, esclerose múltipla, fibrose cística, epidermólise bolhosa e atrofia muscular espinhal (AME), entre outras. O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, por exemplo, realizou 1961 atendimentos a pacientes com doenças raras entre 2021 e 2022. Recentemente, o governo brasileiro implementou mudanças na aquisição de medicamentos para doenças raras, disponibilizando alguns deles pelo SUS, como os medicamentos para o tratamento da AME.

O Caso da Atrofia Muscular Espinhal (AME)

A Dra. Carla Andréia Tanus e Caldas, coordenadora médica do Centro de Reabilitação do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, explicou que o hospital é um centro de referência para o tratamento da AME. A medicação utilizada, o nusinersen (terapia gênica), custa R$ 360 mil por frasco. Existem outras terapias disponíveis, como o risdiplam (medicamento viral de uso diário) e uma medicação intravenosa de dose única (a mais cara do mundo, custando milhões de reais), ainda em processo de acesso para pacientes via PCD.

No hospital, 14 crianças com AME recebem tratamento. A medicação é aplicada via intratecal (punção lombar), com quatro doses iniciais rápidas, seguidas de aplicações a cada quatro meses. Além do tratamento medicamentoso, o tratamento de manutenção é crucial para todos os pacientes com doenças raras. Pacientes com AME tipo 1 e 2 têm acesso ao nusinersen via PCD, enquanto pacientes com AME tipo 3 e 4 dependem de decisões judiciais para obtê-lo. O Hospital das Clínicas oferece a aplicação gratuita da medicação nesses casos, facilitando o acesso e o acompanhamento dos pacientes.

Desafios e Perspectivas

Apesar dos avanços, desafios permanecem. A inclusão da AME no teste do pezinho ampliado é fundamental para o diagnóstico precoce e início imediato do tratamento, que pode levar à cura ou à significativa melhora na qualidade de vida. Programas pilotos em Brasília já estão em andamento para incluir a AME nos exames do teste do pezinho, juntamente com a fenilcetonúria e o hipotireoidismo. O diagnóstico precoce, via teste do pezinho ampliado, permite iniciar o tratamento antes do aparecimento de sintomas, proporcionando resultados transformadores, como demonstrado no caso do irmão de Joaquim, que hoje leva uma vida normal graças ao tratamento precoce.

A ampliação do acesso a medicamentos para doenças raras, por meio de políticas públicas eficazes e o diagnóstico precoce através do teste do pezinho ampliado, são passos cruciais para melhorar a vida de milhares de brasileiros que convivem com essas condições.

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