Mulher teria dito aos sequestradores que as vítimas faziam movimentações com criptomoedas; um homem foi preso em Ribeirão
Cinco pessoas foram presas em operação da Polícia Civil que desarticulou uma quadrilha especializada em sequestros e extorsão com criptomoedas. A ação, batizada de Operação Kirvin, ocorreu em Ribeirão Preto e outros três estados.
Prisões e Apreensões
A operação cumpriu 15 mandados de prisão temporária e busca e apreensão. Em Ribeirão Preto, um homem foi preso em um condomínio de luxo na Avenida Portugal. Outros três foram presos no Maranhão e um no Ceará. Um sexto envolvido, no Tocantins, permanece foragido. Vários equipamentos eletrônicos e documentos foram apreendidos.
O Crime e a Investigação
A quadrilha sequestrou um casal em Ribeirão Preto em maio, forçando-os a transferir mais de R$ 2,5 milhões em criptomoedas. A investigação, realizada em conjunto pela Polícia Civil e o Cyber Gaéco, rastreou as transações, bloqueando parte do valor. Segundo o delegado Gustavo André Alves, uma pessoa do Maranhão, amiga do casal, forneceu informações privilegiadas sobre seus investimentos em criptomoedas à quadrilha.
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Segurança em Criptomoedas
O assessor de investimentos Guilherme Giliano Moraes explicou os mecanismos de segurança em criptomoedas, destacando a importância da discrição sobre o patrimônio e a escolha de carteiras privadas para maior segurança. Ele também recomendou o uso de corretoras devidamente autorizadas.
Os presos responderão por extorsão mediante sequestro. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros envolvidos. O nome da operação, Kirvin, de origem turca, significa apadrinhamento, referindo-se à utilização da amizade com o casal para obter informações sobre os investimentos.


