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Amplitude térmica aumenta risco de doenças respiratórias e cardiovasculares, alerta infectologista

Oscilações de até 20°C em um mesmo dia favorecem crises alérgicas, circulação de vírus e podem agravar problemas de saúde.
doenças
Prostock-studio/Canva

A grande variação de temperatura registrada nos últimos dias na região de Ribeirão Preto tem provocado impactos na saúde da população. Em algumas cidades, a diferença entre a mínima e a máxima chegou a cerca de 20°C em um único dia, cenário que favorece o aumento de doenças respiratórias, crises alérgicas e até problemas cardiovasculares.

Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, o médico infectologista Lucas Agra explicou que o organismo humano responde melhor a condições estáveis e que mudanças bruscas de temperatura afetam tanto o corpo quanto os hábitos das pessoas, aumentando a exposição a doenças.

Mudanças

Segundo o infectologista, o problema não está apenas no frio ou no calor, mas na rápida alternância entre as temperaturas, que modifica comportamentos importantes para a prevenção de doenças.

Entre os fatores apontados estão a permanência em ambientes fechados, a menor circulação de ar, a redução da prática de atividades físicas ao ar livre e a diminuição de cuidados, como a higienização frequente das mãos.

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Além disso, roupas guardadas por longos períodos podem acumular poeira e contribuir para o agravamento de alergias, como rinite e asma.

Risco

O médico alerta que crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da amplitude térmica.

Segundo ele, além do aumento dos casos de gripe, resfriado e outras infecções respiratórias, o frio intenso também pode elevar o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) em pessoas predispostas.

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Prevenção

Para reduzir os riscos, Lucas Agra recomenda manter a hidratação, mesmo quando não há sensação de sede, utilizar roupas adequadas para o frio e evitar mudanças bruscas de temperatura sempre que possível.

O especialista também orienta manter os ambientes ventilados, higienizar as mãos com frequência, retirar e limpar roupas de inverno antes do uso e evitar contato com outras pessoas quando houver sintomas respiratórios.

O infectologista reforça ainda a importância da vacinação para prevenir formas graves das doenças e alerta para os riscos da automedicação.

Segundo ele, a maior parte dos casos de gripe, resfriado, sinusite e tosse é causada por vírus, o que torna desnecessário o uso de antibióticos na maioria das situações. O uso indiscriminado desses medicamentos, além de não trazer benefícios nesses casos, pode provocar efeitos colaterais e favorecer o surgimento de bactérias resistentes.

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