O período de estiagem já começa a impactar a rotina dos moradores de Ribeirão Preto. Com a falta de chuvas significativas há mais de um mês e a redução da umidade relativa do ar, especialistas alertam para o aumento dos riscos à saúde, especialmente relacionados às doenças respiratórias e quadros alérgicos.
Além do desconforto provocado pelo clima seco, a concentração de poeira, vírus e bactérias na atmosfera se torna maior, favorecendo o surgimento de problemas respiratórios. A orientação é reforçar os cuidados diários e manter a atenção aos índices de umidade, que já estão abaixo do recomendado.
Umidade baixa
Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, esta época do ano é caracterizada por manhãs mais frias, tardes quentes e baixos níveis de umidade do ar. O ideal para o conforto humano é que a umidade fique entre 50% e 60%.
No entanto, durante as tardes, os índices podem se aproximar dos 40%, patamar considerado abaixo do recomendado. De acordo com a especialista, não é necessário que a umidade atinja 30% para que a situação seja preocupante, já que valores em torno de 40% já exigem atenção.
A predominância de sistemas de alta pressão e a ausência de chuvas contribuem para a manutenção desse cenário, comum durante o inverno no interior paulista.
Doenças respiratórias
A infectologista Silvia Fonseca explica que o tempo seco favorece tanto doenças respiratórias alérgicas quanto infecções causadas por vírus e bactérias.
Entre os problemas mais frequentes estão crises de asma, bronquite, gripe, infecções pelo vírus sincicial respiratório e outras doenças respiratórias. A médica destaca que uma infecção viral pode enfraquecer o sistema imunológico e facilitar o surgimento de quadros mais graves, como pneumonias bacterianas.
Segundo ela, apesar de muitas infecções serem classificadas como viroses, elas podem abrir caminho para complicações mais sérias, especialmente em pessoas mais vulneráveis.
Cuidados essenciais
Para minimizar os efeitos do clima seco, especialistas recomendam medidas simples no dia a dia. Entre elas estão aumentar a ingestão de água, evitar banhos muito quentes, utilizar hidratantes na pele e aplicar soro fisiológico nas narinas e nos olhos.
A vacinação também é apontada como uma importante ferramenta para prevenir complicações provocadas por vírus respiratórios. Mesmo quando não impede totalmente a infecção, ela ajuda a reduzir a gravidade dos casos e o risco de internações.
Há ainda uma expectativa de melhora nas condições climáticas nos próximos dias. A passagem de uma frente fria pela costa paulista deve elevar os níveis de umidade no interior do estado e pode provocar chuvas isoladas na região de Ribeirão Preto, contribuindo para amenizar os efeitos do tempo seco.



