Reajuste no produto será de 9,6% no preço para as refinarias e reflete nas contas do consumidor; esta é a 1ª correção de 2024
Após o anúncio da Petrobras sobre o aumento no preço do gás de cozinha, consumidores e comerciantes sentem o impacto no orçamento e nos preços finais.
Impacto nos Comércios
Para quem trabalha com alimentação, o aumento de 9,6% no preço do gás nas refinarias se traduz em preocupação. Silvia Silva, que vende frango assado, utiliza quatro botijões por mês e afirma ser impossível absorver o custo adicional, precisando repassar o aumento para os clientes. Juliana Oliveira, confeiteira, enfrenta situação semelhante, com o gás representando um peso significativo na produção de doces, afetando os preços dos seus produtos. Márcio Sestari, dono de um estabelecimento em Ribeirão Preto, relata a venda de 3 mil botijões durante um feriado, com clientes buscando garantir o preço antigo antes do reajuste. Ele afirma que repassará cerca de 4% do aumento aos seus clientes.
Aumento e Preocupações
O reajuste impacta diretamente o bolso do consumidor, que já enfrenta dificuldades com o aumento do custo de vida. O aumento de 9,6% no preço do gás nas refinarias, somado ao aumento de 7% na gasolina, gera preocupação com a inflação e o poder de compra da população. A alta nos preços se deve, em parte, à importação de GLP (gás liquefeito de petróleo), já que o Brasil não é autossuficiente na produção.
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Cenário Futuro
Com o aumento já em vigor, consumidores e comerciantes se preparam para lidar com as novas realidades de preços. A Petrobras justifica o reajuste alegando que o custo de compra do gás estava superior ao preço de venda anterior. Esse é o primeiro reajuste de 2024, após dois ocorridos em 2022 e reduções em maio e julho de 2023. A situação reforça a necessidade de políticas públicas que visem a estabilidade de preços e o acesso da população a produtos essenciais.



