Decisão foi unânime entre os diretores da Agência; Pfizer segue como única autorizada para maiores de 12 anos no Brasil
Anvisa nega pedido do Butantã para vacinação infantil com Coronavac
Anvisa solicita estudos adicionais
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) negou o pedido do Instituto Butantã para expandir o uso emergencial da Coronavac para crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. A decisão, unânime entre os diretores da agência, justifica-se pela necessidade de estudos de fase 3 para avaliar a eficácia e segurança da vacina nesse grupo etário. O uso da Coronavac em adultos continua autorizado.
Instituto Butantã se posiciona
Em nota, o Instituto Butantã afirma que os dados completos do estudo de imunogenicidade da Coronavac ainda não foram entregues à Anvisa devido a divergências no método de análise. A instituição ressalta que está em diálogo com a agência e que o artigo sobre o estudo foi disponibilizado na plataforma da Lancet, aguardando revisão por pares para publicação.
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Contexto internacional e situação no Brasil
Vale destacar que na China, o uso da Coronavac em crianças acima de três anos foi aprovado com base em estudos de fase 1 e 2. No Brasil, atualmente, a Pfizer é a única vacina autorizada para maiores de 12 anos. A decisão da Anvisa reforça a importância de rigor científico na aprovação de imunizantes, garantindo a segurança da população.
A espera por mais dados científicos e a análise por pares demonstram o comprometimento com a segurança e a eficácia das vacinas no Brasil. O diálogo entre o Instituto Butantã e a Anvisa é fundamental para que a Coronavac possa, futuramente, ser disponibilizada para um público ainda maior.



