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Justiça nega pedido de expulsar de condomínio fazendeiro preso por ameaçar vizinhos em Ribeirão

Decisão aponta falta de assembleia com quórum qualificado e direito de defesa de Alípio, investigado por série de crimes

Decisão aponta falta de assembleia com quórum qualificado e direito de defesa de Alípio, investigado por série de crimes

A Justiça de Ribeirão Preto negou, Justiça nega pedido de expulsar de, em caráter liminar, o pedido feito por moradores para a expulsão do fazendeiro João Alípio Júnior, de 58 anos, do condomínio onde reside na cidade. A decisão foi tomada após ação proposta pelos condôminos que buscava impedir o retorno do fazendeiro ao local caso ele fosse solto.

Motivos da decisão judicial: João Alípio Júnior está preso preventivamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto, acusado de crimes como perturbação do sossego, ameaças, injúria racial, perseguição e coação contra moradores do condomínio. A juíza Roberta Vilela ressaltou que a expulsão de um condômino depende da realização de uma assembleia com quórum qualificado, ou seja, aprovação de três quartos dos condôminos, além da garantia do direito de defesa do acusado.

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Documentação insuficiente apresentada pelo condomínio

O condomínio apresentou apenas um abaixo-assinado, sem a ata de assembleia que comprovasse o pedido formal de expulsão. Segundo a decisão judicial, o documento não expressava o desejo de expulsar o fazendeiro, mas apenas solicitava providências ao síndico para lidar com as condutas antissociais. A Justiça determinou ainda que o proprietário do imóvel alugado por João Alípio seja incluído na ação.

Possibilidade de reavaliação do caso: A decisão prevê a possibilidade de reavaliação caso sejam apresentados documentos essenciais, como a ata da assembleia extraordinária com a votação necessária e a convenção do condomínio. João Alípio, que permanece preso, será citado por um oficial de justiça para que possa nomear um representante para sua defesa durante a assembleia.

Histórico de denúncias e investigações: Em junho, João Alípio foi preso após atirar em um prestador de serviços em um shopping com uma arma de pressão, em uma discussão relacionada a um ticket de estacionamento. A vítima recebeu atendimento médico e não corre risco de morte. Desde então, ele é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público devido a relatos de intimidações, ameaças, explosões de bombas e ameaças de morte contra vizinhos.

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O promotor de justiça Paulo José Freire Teotônio afirmou que o fazendeiro não deveria conviver em sociedade devido às constantes intimidações. Além disso, João Alípio já foi investigado por maus-tratos a animais, estupro e cárcere privado de uma ex-namorada.

A defesa informou que entrou com pedido para transferência do fazendeiro do CDP para uma clínica psiquiátrica, e que ele deverá passar por exame de insanidade mental, conforme determinação judicial.

Entenda melhor

A expulsão de um condômino exige procedimentos formais previstos em lei, como a convocação de assembleia com quórum qualificado e o direito à ampla defesa. A ausência desses requisitos pode impedir medidas imediatas, mesmo diante de denúncias graves. O caso de João Alípio Júnior segue em investigação, com possibilidade de novas decisões conforme a apresentação de documentos e resultados da assembleia.

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