CBN Ribeirão 90,5 FM
- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Aplicativo SP Mulher reúne ferramentas para proteger vítimas de violência doméstica em São Paulo

Plataforma permite registrar boletim de ocorrência, solicitar medida protetiva, acionar botão do pânico e cadastrar contatos de apoio
Aplicativo
SP MULHER

Mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar contam com um conjunto de serviços reunidos no aplicativo SP Mulher, disponibilizado pelo Governo de São Paulo. A ferramenta oferece recursos como registro de boletim de ocorrência, solicitação de medida protetiva, acionamento do botão do pânico e acesso à rede de atendimento especializada.

Em entrevista à CBN Ribeirão, a sargento Vaz, da Polícia Militar, destacou que o aplicativo amplia o acesso das vítimas aos serviços de proteção, reduzindo barreiras para quem enfrenta dificuldades em procurar uma delegacia ou denunciar o agressor presencialmente.

Como funciona

O aplicativo está disponível gratuitamente para celulares com sistemas Android e iOS. O acesso é realizado por meio da conta Gov.br.

Pela plataforma, a vítima pode registrar um boletim de ocorrência, relatar os fatos detalhadamente e solicitar uma medida protetiva de urgência. O pedido é analisado pela Polícia Civil e encaminhado ao Poder Judiciário, responsável pela decisão sobre a concessão da medida.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Segundo a sargento, em situações de risco iminente, a orientação continua sendo acionar imediatamente o telefone 190, garantindo o atendimento o mais rápido possível.

Para mulheres que já possuem medida protetiva em vigor, o aplicativo disponibiliza o botão do pânico. Ao ser acionado, o sistema direciona uma viatura da Polícia Militar para o local onde a vítima estiver.

Novas funcionalidades

Entre as atualizações mais recentes da plataforma está o cadastro de um “protetor”. A funcionalidade permite que a usuária indique até duas pessoas de confiança para receber notificações em caso de novos episódios de violência.

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Os contatos cadastrados precisam aceitar o convite e instalar o aplicativo. Segundo a Polícia Militar, o objetivo não é que essas pessoas intervenham diretamente na ocorrência, mas que possam oferecer apoio à vítima em situações como cuidados com os filhos, auxílio à família ou outras necessidades decorrentes da violência.

O aplicativo também reúne um mapa integrado com serviços da rede de proteção, como Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), unidades da Polícia Militar e do Instituto Médico Legal (IML).

Incentivo às denúncias

A sargento destacou que ferramentas digitais, aliadas a serviços como a Cabine Lilás, têm contribuído para ampliar o acesso das mulheres à rede de proteção.

Segundo ela, muitas vítimas ainda enfrentam dificuldades para denunciar os casos devido a fatores emocionais, financeiros ou por medo da exposição. Por isso, oferecer canais mais acessíveis representa um passo importante para romper o ciclo da violência.

Ela reforçou que a informação é uma das principais formas de proteção e que conhecer os mecanismos disponíveis pode facilitar o pedido de ajuda e o acesso aos direitos garantidos às vítimas.

Veja também

Conteúdos

- CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE -

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.