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Araraquara instala armadilhas para mapear risco de dengue e reforçar combate

Cidade usa ovitrampas em residências para identificar focos do mosquito e direcionar ações contra a doença
dengue
Pixabay

A Prefeitura de Araraquara adotou uma nova estratégia para combater a dengue com a instalação de armadilhas em residências. A medida busca mapear áreas com maior risco de transmissão e tornar as ações mais eficientes.

Os dispositivos, conhecidos como ovitrampas, funcionam como atrativos para o mosquito e ajudam a identificar a presença de focos. A iniciativa ocorre em meio à preocupação com a doença, que segue sendo um problema recorrente na região.

As ovitrampas são recipientes que atraem a fêmea do mosquito para a deposição de ovos. No interior, é colocada uma mistura que facilita a coleta e análise, permitindo identificar áreas com maior incidência. Após a instalação, o material é monitorado em ciclos de até cinco dias, período em que as larvas não chegam a se desenvolver. A estratégia também evita que o recipiente se torne um criadouro efetivo. Com base nos dados coletados, equipes de saúde conseguem direcionar ações de combate de forma mais precisa.

Monitoramento

Ao todo, 230 armadilhas devem ser distribuídas pela cidade, incluindo bairros com histórico de maior incidência. Moradores participam do processo ao manter os dispositivos durante o período de monitoramento. A análise dos resultados permite identificar regiões prioritárias para visitas, bloqueios e outras medidas de controle do mosquito.

Segundo a Vigilância Ambiental, a ferramenta aumenta a assertividade das ações e possibilita respostas mais rápidas diante de possíveis focos.

Situação

Em 2025, Araraquara registrou mais de 8 mil casos de dengue. Neste ano, até o momento, foram confirmados 77 casos, indicando redução nos registros. Apesar da queda, autoridades alertam que o cenário ainda exige atenção. A doença possui caráter sazonal e pode voltar a crescer se os cuidados forem relaxados.

A recomendação é manter medidas preventivas, como eliminar água parada e permitir o acesso de agentes de saúde às residências para fiscalização e orientação.

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