Engenheiro agrônomo da Canaoeste detalha como serviço vai ajudar trabalhores a proteger áreas de produção
Incêndios em canaviais têm se tornado um problema recorrente na região, causando danos ambientais e prejuízos aos produtores. A situação é agravada pela estiagem, que aumenta o risco de queimadas.
Monitoramento via Satélite: Uma Ferramenta de Prevenção
Para combater essa problemática, a Associação dos Plantadores de Cana do Oeste do Estado de São Paulo (CANOESTE) investiu em um sistema de monitoramento via satélite, em parceria com a GMG Ambiental. Este sistema opera 24 horas por dia, monitorando áreas agrícolas e emitindo alertas em caso de detecção de incêndios. A CANOESTE conta com 12 filiais que atuam regionalmente no monitoramento, permitindo uma resposta rápida e eficiente.
Colheita Mecanizada e as Mudanças na Prática
Desde 2007, com a implementação de um protocolo agrombiental em conjunto com o Estado de São Paulo, o setor canavieiro tem trabalhado na redução da queima da cana. Atualmente, quase 100% das áreas do Estado são mecanizáveis, o que elimina a necessidade do uso do fogo na colheita. A palha deixada no solo após a colheita mecanizada traz benefícios como a manutenção da umidade, reforçando a importância da prática.
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Multa e Prevenção
As queimadas ilegais resultam em multas pesadas, variando de R$1.000 por hectare queimado de cana até R$50.000 ou mais por hectare de vegetação nativa atingida, com acréscimo de 50% em caso de incêndio provocado. A legislação estabelece critérios rigorosos que os produtores devem seguir para evitar autuações. A prevenção, portanto, é fundamental, tanto para evitar prejuízos financeiros quanto para preservar o meio ambiente.



