A audiência de instrução do processo que investiga a morte de Natália Garnica, de 42 anos, começou nesta segunda-feira (31), no Fórum de Pontal. A mãe da vítima, Elizabete Arrabaça, é acusada pelo Ministério Público de feminicídio e acompanha a audiência por videoconferência, diretamente da Penitenciária Feminina de Tremembé, onde está presa.
Natália morreu em 9 de fevereiro de 2025. Inicialmente, a morte foi registrada como natural, mas a investigação mudou de rumo após a morte da nora de Elizabete, Larissa Rodrigues, em Ribeirão Preto. A exumação do corpo de Natália apontou a presença de chumbinho em órgãos da vítima.
A audiência reúne depoimentos e apresentação de provas que serão analisados pela Justiça. A etapa é importante para determinar se existem elementos suficientes para que Elizabete seja levada a julgamento pelo Tribunal do Júri, mas uma eventual decisão nesse sentido não deve ocorrer nesta segunda-feira (31).
Depoimentos
A audiência é realizada de forma híbrida. Enquanto Elizabete presta depoimento por videoconferência, a defesa dela acompanha os trabalhos presencialmente no Fórum de Pontal. Testemunhas de acusação e defesa serão ouvidas, além da análise das provas relacionadas ao processo.
Depois dessa fase, Ministério Público e defesa ainda terão prazo para apresentar as alegações finais. Somente após essas etapas a juíza deverá decidir se o processo terá continuidade no Tribunal do Júri.
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A defesa de Elizabete nega que ela tenha matado a filha. O advogado Bruno Correa também contesta a tese apresentada pelo Ministério Público de que problemas financeiros e vícios em jogos poderiam ter motivado o crime. Segundo a defesa, ela mantinha as contas em dia e não enfrentava o problema financeiro apontado pela acusação.
Outro processo
Elizabete também responde ao processo que investiga a morte de Larissa Rodrigues, sua nora, em Ribeirão Preto. Nesse caso, ela já foi pronunciada, junto com o filho Luís Antônio Garnica, e os dois deverão ser julgados pelo Tribunal do Júri. A data do julgamento ainda não foi definida, e o processo está em fase de recurso.
Segundo a acusação, Luís Antônio teria planejado a morte da esposa e Elizabete teria participado da execução. Os dois negam envolvimento no crime. A defesa também contesta as acusações relacionadas à morte de Larissa.
Arrabaça está presa desde maio de 2025 e também responde a uma denúncia de tentativa de homicídio contra uma amiga em Pontal. A defesa nega todas as acusações. Durante a audiência desta segunda-feira, uma mulher identificada como Letícia, que teria sido amante de Luís Antônio, também era esperada para prestar depoimento, mas não foi localizada pela Justiça.
Próximos passos
O ex-marido da ré, Antônio Garnica, esteve no Fórum de Pontal acompanhado do advogado Júlio Moim, que defende Luís Antônio Garnica, irmão de Natália. Antônio não falou com a imprensa.
A expectativa agora é pelo conteúdo dos depoimentos e pelos elementos apresentados durante a audiência. Caso a Justiça entenda que existem indícios suficientes contra Elizabete pela morte da filha, ela poderá ser levada a julgamento pelo Tribunal do Júri também neste processo.



