Preço da saca teve um reajuste de 12,40%, chegando a ser vendido a R$ 52; quilo do frango também está mais caro
Nos primeiros quinze dias de janeiro, o preço da saca de milho disparou 12,40%, atingindo até R$ 52,00, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da USP. Este aumento impactou não apenas o milho, mas também seus derivados e alimentos processados, afetando consumidores e comerciantes.
Impacto nos preços de alimentos
O aumento do preço do milho causou um efeito cascata. O quilo do frango ficou 12,48% mais caro e os ovos sofreram um reajuste de quase 11% nos últimos 12 meses (dados da USP). As carnes também não foram poupadas: o pernil com osso aumentou 52% e a paleta de porco, 38%, em comparação com 2019. A corretora Carina Maria relatou que o churrasco de fim de ano ficou consideravelmente mais caro.
Causas da alta no preço do milho
A alta demanda internacional por milho fez com que o Brasil exportasse mais, contribuindo para o aumento dos preços. Além disso, a produção nacional de milho foi reduzida em 10 milhões de toneladas, principalmente em São Paulo, devido a condições climáticas desfavoráveis. A utilização do milho na produção de álcool também impactou a oferta disponível no mercado.
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Cenário econômico
O economista José Rita Moreira destaca que a combinação da alta demanda externa, menor produção nacional e o uso do milho na indústria de álcool contribuíram para a alta nos preços. O professor Luiz Fernando Paulilo explica que a peste suína na China impactou a produção de carne de porco, levando os produtores brasileiros a priorizar a exportação, elevando os preços. A situação econômica, portanto, é complexa e afeta diretamente o bolso do consumidor.



