Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
Das mais de 300 mil mortes anuais por doenças circulatórias no Brasil, metade se deve a acidentes vasculares cerebrais (AVCs). Fatores de risco conhecidos incluem pressão alta, colesterol alto, tabagismo, obesidade e sedentarismo. No entanto, estudos recentes apontam para uma forte ligação entre problemas do sono e o risco de AVC.
Insônia e Apneia do Sono: Novos Fatores de Risco
Pesquisas, como a do neurologista alemão Dieter Herrmann, publicada na revista Neurology, demonstram uma correlação significativa entre a insônia, a apneia obstrutiva do sono (condição que interrompe a respiração durante o sono) e a ocorrência de AVCs. A gravidade da alteração do sono parece estar diretamente ligada à gravidade do AVC. O estudo sugere que o tratamento da apneia do sono, com aparelhos como o CPAP (Continuous Positive Airway Pressure), pode reduzir as chances de um AVC.
Apneia do Sono: Sintomas e Consequências
A apneia do sono frequentemente se manifesta com ronco intenso, sonolência excessiva diurna e despertares abruptos. Além disso, ela contribui para a elevação da pressão arterial, aumentando ainda mais o risco de AVC. Interessantemente, tanto o excesso de sono quanto a síndrome das pernas inquietas também estão associados a um maior risco.
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Dormir Bem: Essencial para a Saúde
O trabalho do Dr. Herrmann reforça a importância de avaliações especializadas e tratamento para distúrbios do sono. A qualidade e a quantidade do sono são cruciais para a saúde, e cuidar delas pode significar uma vida mais longa e saudável.