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Balanço da moagem da cana apresenta pequena retração

Apesar da queda de 1,78%, a produção de etanol cresceu 1,76% neste ano em relação a safra 2016/ 17
moagem da cana
Apesar da queda de 1,78%, a produção de etanol cresceu 1,76% neste ano em relação a safra 2016/ 17

Apesar da queda de 1,78%, a produção de etanol cresceu 1,76% neste ano em relação a safra 2016/ 17

A União das Usinas de Cana de Açúcar (UNICA) divulgou o balanço final da safra 2017-2018 da região Centro-Sul do Brasil, indicando uma moagem de 593,31 milhões de toneladas de cana, uma retração de 1,78% em relação à safra anterior. Apesar da queda na produção de cana, a produção de etanol foi 1,76% superior à de 2016-2017, totalizando 26,09 bilhões de litros. Desse total, 1,5 bilhão de litros foram destinados à exportação e 24,9 bilhões de litros ao mercado interno.

Desafios do Setor Sucroenergético

Segundo Celso Solbano, gestor executivo da Organização dos Plantadores de Cana do Centro-Sul (Orplana), a redução na colheita era esperada devido a diversos fatores. Entre eles, a desvalorização do açúcar, o endividamento do setor, a falta de apoio governamental e o envelhecimento dos canaviais, resultando em queda de produtividade. Chama atenção a produção de 500 milhões de litros de etanol a partir do milho, um crescimento de 123% em relação à safra anterior.

Cenário Econômico e Preços

Apesar do aumento na produção de etanol, o preço ao consumidor final diminuiu apenas um centavo, permanecendo em R$ 2,87 por litro. A expectativa de queda mais significativa não se concretizou, mesmo com o aumento de etanol em estoque e o início da nova safra. Solbano prevê uma produção ainda menor na próxima safra, estimando uma perda de até 10% devido ao envelhecimento dos canaviais e a falta de recursos para reforma. O alto custo de produção, somado ao endividamento do setor, agrava a situação. Apesar das dificuldades, o programa RenovaBio, assinado pelo governo federal, é visto como um possível alívio para as indústrias.

O balanço da UNICA também apontou que 278 indústrias estavam ativas em 2017-2018, enquanto a estimativa para a safra 2018-2019 é de 200 empresas em operação. A situação do setor é considerada crítica, com perdas financeiras acumuladas nos últimos 10 anos e uma previsão de redução na produção para a safra atual.

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