Bancos, empresas de telefonia e recuperadoras de crédito concentram 76% das renegociações de dívidas realizadas por moradores de Ribeirão Preto, segundo levantamento da plataforma Acordo Certo. O estudo também aponta que a cidade apresenta um índice de inadimplência acima da média nacional.
De acordo com a empresa, o cartão de crédito continua sendo o principal responsável pelas dívidas bancárias, impulsionado pelos juros elevados do crédito rotativo, que podem ultrapassar 400% ao ano.
Cartão de crédito
Segundo o líder de marketing da Acordo Certo, Eduardo Cavalheiro, muitas pessoas utilizam o cartão de crédito como complemento da renda, mas acabam entrando em uma situação difícil ao pagar apenas o valor mínimo da fatura.
Com os juros do rotativo, a dívida cresce rapidamente e pode comprometer a vida financeira por um longo período.
Ainda de acordo com Cavalheiro, a procura por renegociações tem aumentado porque o endividamento limita o acesso ao crédito, dificultando financiamentos, reformas, aquisição de veículos e até investimentos em novos negócios.
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Renegociação
Quem não conseguiu negociar durante o último mutirão de renegociação ainda pode buscar um acordo pela plataforma da Acordo Certo.
Segundo a empresa, as mesmas condições oferecidas durante o feirão continuam disponíveis no site e no aplicativo, com descontos que podem chegar a 99% em alguns casos.
Além da renegociação, a plataforma também oferece orientações para que o consumidor organize as finanças e evite voltar à inadimplência.
Atenção
O levantamento também mostra que recuperadoras e securitizadoras estão entre os principais credores dos consumidores.
Essas empresas compram dívidas de bancos e outras instituições financeiras e passam a ser responsáveis pela cobrança. Por isso, o consumidor pode encontrar débitos registrados em nome de empresas diferentes daquelas com as quais contratou originalmente o crédito.
A orientação é que, sempre que possível, a renegociação seja feita antes da venda da dívida, já que, em alguns casos, os valores podem se tornar mais difíceis de negociar após a transferência.
Planejamento
Especialistas recomendam que o consumidor avalie cuidadosamente o valor das parcelas antes de fechar um acordo.
A recomendação é optar por prestações que caibam no orçamento e deixem margem para imprevistos. Caso o acordo seja descumprido, os descontos concedidos podem ser perdidos e a dívida voltar às condições anteriores.



